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   > Coisas banais



Andréa Dias Fernandes
      CRôNICAS

Coisas banais

     Acordar, tomar banho, trabalhar, almoçar com a família, freqüentar a academia, jantar com a família, brincar com os filhos. É bem comum, fazemos todos os dias. Talvez por isto não valorizamos tanto estes momentos. Consideramos este dia banal.
    Escutando pessoas que foram impossibilitadas de realizar uma ou mais destas atividades corriqueiras por problemas de saúde, exigência do trabalho, ou ausência de um familiar, nos mostra que isto é a real felicidade. É viver com sua família, ter saúde e disposição para trabalhar e para curtir todos os momentos.
     Infelizmente, na nossa vida, temos horários, dificuldades e obrigações que nos impedem de viver intensamente o nosso dia-a-dia, nos obrigando a fazer todas estas tarefas automaticamente, normalmente para sobrar tempo para fazer outras mais urgentes. Já pensou como seria ir trabalhar ou tomar banho com uma perna quebrada e ter que depender de outra pessoa? Seria bem complicado. Por isto que digo que até tarefas simples que fazemos diariamente também fazem parte da nossa felicidade.
      Muitas vezes escutamos que devemos buscar nas pequenas coisas esta felicidade. Não podemos negar que ter muito dinheiro nos deixa feliz, viajar, comprar aquele objeto do nosso desejo. Tudo isto é ótimo. Mas não é tudo. Passamos sem. Dinheiro vem, dinheiro vai e vem novamente. Se não pudermos viajar hoje, viajamos amanhã, ano que vem. Se não pudermos comprar aquele objeto, compramos outro mais barato ou não compramos. Tanto faz. Provavelmente, se vivemos sem ele até hoje, continuaremos vivos por mais algum tempo. Mas a companhia dos nossos pais, dos nossos filhos, afinal, da nossa família, nada substitui, cada encontro é uma oportunidade única, já que não sabemos o dia de amanhã.
     E pensar que pessoas ao nosso redor valorizam tanto o ter. Somente quando aperta é que veem que o ter não significa nada. O arrependimento de não ter curtido as pessoas e as coisas que amamos não tem volta, não pode ser recuperado.
     Você não ficaria com medo de ao menos cogitar a possibilidade de algo roubar a sua felicidade? Que tal mudar de atitudes e fazer as coisas do dia-a-dia mais intensamente, com mais paixão. Acordar de manhã cedo já bem feliz, pulando da cama. Fazer isto para as pessoas que são dorminhocas como eu, já é um pouco mais difícil, mas com um esforço conseguimos. Ou então transformar todas as refeições em um verdadeiro e feliz encontro familiar.
    Deixo aqui o meu recado, mas sei que também tenho que mudar de postura em relação a vida. Todos nós temos. Já que a nossa vida é uma luta diária, que tal fazer dela uma luta mais prazerosa
?



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