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   > O Sofá (nona parte)



Cleiton Malheiro de Oliveira
      CRôNICAS

O Sofá (nona parte)

      Há tantas coisas que queremos falar
  O problema é que muitas vezes não encontramos as palavras... muitas vezes nem as certas e nem as erradas e simplesmente ficamos com aquele sentimento estranho borbulhando em nossa alma.
  Estava sentado em meu sofá quando os vi, ou será que sonhei?!
  Mesmo assim vou te contar caro leitor dessa singela crônica, prosa, sei lá...ainda não sei o que isso é, portanto este texto.
  Não sei se você já viveu uma paixão avassaladora, dessas iguais ou até melhores as dos filmes americanos?! Pois então ela se pegou dentro dessa redoma indomável e frenética que é a paixão. Ele apareceu do nada. Com seu jeito misterioso e instigador. Tudo não durou mais que dois dias inteiros, mas foi o suficiente para se entrelaçarem de uma forma assustadora, branda, singela como uma rosa e ardente como o gosto de pimenta. Seu toque, sua boca, seus ombros largos e braços fortes a envolveram, não de uma forma qualquer... e sim como um príncipe encantado, daquelas histórias em que um belo homem chega em seu cavalo branco e resgata a linda e indefesa donzela. Mas nesse caso ela não era indefesa, se bem que lá no fundo todos nós somos como crianças, que precisam de alguém que deixe a luz acesa do quarto,pois estamos com medo das sombras refletidas na parede, que a negritude noturna trás, ou para nos colocar no colo, quando simplesmente nos assustamos com alguma coisa e choramos...ou não?! Pode ser que você nem se dê conta que no mais intimo do seu ser há um ser frágil!
  Ela agora se encontrava nos braços do seu príncipe, isso digo eu, já que tenho uma visão romantista da vida. E enquanto lhe conto essa história, real ou não, pois o que é real para mim nem sempre pode ser o mesmo para você, tudo depende com quais olhos enxergamos o do coração ou da razão endurecida de muitos... ouço Elephante de Damien Rice de forma repetidamente. Pois bem, a noite foi excitante, ele a beijou... foi apenas alguns segundos ou minutos talvez...Ah! Mas a ela foi como os segundos da eternidade, arrepiante, onírico, doce, caliente...enfim o beijo aconteceu depois de horas ali parados numa esquina qualquer, conversando sobre coisas ora fúteis, ora interessantes...olhares fitos um no outro a observar cadê detalhe de sua face, de seu corpo que a excitava, assim como excitava o dele, por dentro vi que naquele momento eram como dois adolescentes com um vulcão em erupção de tesão dentro de si!
  Então esfreguei os olhos para ver se sonhava ou tinha uma visão. Estava apenas eu e meu sofá, então me ajeitei novamente nele e confortavelmente sorri... não um sorriso qualquer, mas um sorriso de quem delirou com tanta paixão!
E continuávamos ali eu e meu sofá!
Dedico a você...



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