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   > NATAL, OUTRA VEZ...



Adélia Maria Woellner
      CRôNICAS

NATAL, OUTRA VEZ...

Era uma vez...
...e eu acreditava em Papai Noel.
Tempos diferentes aqueles: presentes, só no aniversário e no Natal; roupa e sapatos novos e um ou dois brinquedos, dependendo do preço e do que se tinha podido economizar durante o ano.
Estava perto o Natal...
...e eu acreditava em Papai Noel.
E ele chegou. Barba longa, branca, ondulada, esquisita, diferente das que se viam normalmente durante o ano.
Mas, que importava?
Ele era o Papai Noel!
E era diferente, porque trazia os presentes sonhados, desejados, cobiçados, esperados pela criançada, por tantos meses.
Ansiedade enorme. A família toda reunida. A algazarra de inquietação.
A cada nome, um desapontamento: ainda não era a sua vez...
Olhos gulosos, devorando os presentes dos outros.
O coração disparado; o olhar seguindo os movimentos das mãos do Papai Noel.
A demora na leitura do nome; a vacilação, o suspense e, por fim, a chamada.
Naquele Natal, o Papai Noel me entregou uma caixa, enorme para o meu tamanho. Era uma boneca linda... cabelos encaracolados; olhos azuis que abriam e fechavam; cabeça, braços e pernas de louça rosada; vestido longo e chapéu de flores.
Total fascinação!
Não me lembro se brincava muito com ela; recordo-me, ;porém, que ela, linda, ficava sentada quase o tempo todo, enfeitando a minha cama. E eu,f quantas vezes, ali ao lado ficava em permanente adoração.
Meses depois, ela sumiu.
Devo ter perguntado por ela. Não lembro qual a resposta que recebi (crianças, naquele tempo, não questionavam).
E, de repente, já era Natal, outra vez.
Roupa nova... sapatos novos... expectativa, ansiedade, as horas que custavam a passar.
Outra vez Papai Noel, de barba longa, exclusiva para o Natal.
Nomes chamados, brinquedos distribuídos.
Bocas entreabertas, corpos estáticos, olhos arregalados, mãos paradas no espaço, em espera angustiada...
O nome ecoou ao longe...
Novamente uma caixa grande.
Era uma boneca linda... cabelos encaracolados; olhos azuis que abriam e fechavam; cabeça, braços e pernas de louça rosada... o modelo e a cor da roupa é que haviam mudado...
Mas eu ainda acreditava em Papei Noel.


Texto extraído do livro "Luzes no Espelho - memórias do corpo e da emoção" de Adélia Maria Woellner, que se encontra à venda neste site.

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