Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (217)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2528)  
  Resenhas (129)  

 
 
Vim te contar vinte...
Airo Zamoner
R$ 39,70
(A Vista)



Dezoito Mulheres,...
Airo Zamoner
R$ 25,50
(A Vista)






   > 4 POEMAS DE ARICY CURVELLO



Aricy Curvello
      POESIAS

4 POEMAS DE ARICY CURVELLO

(de Mais que os Nomes do Nada, 1996)

CÉZANNE

Jamais quis pintar
como um animal

porém
na dimensão que nos dá as coisas
repletas de reservas, inesgotáveis:
a do mundo em sua espessura
(não as só palavras em discurso).


Massa sem lacuna:
um organismo de cores.
A vibração das aparências não é o berço das coisas.
Escrevia como pintor
o que não havia sido pintado ainda.


(A criação do que existe é uma tarefa infinita.)


(Poema selecionado por professores de Literatura, da Universidade do Oregon/EE.U.A, e traduzido por Leslie Bary para o Inglês e o Espanhol, sendo publicado nesses dois idiomas e em Português no jornal literário “Helicóptero” n. 3-4, editado pelos professores da área de Línguas Neolatinas daquela Universidade, com data de Março de 2000. Metade da edição desse jornal circulou como encarte e cobrindo a tiragem de El País, de Madri, o maior diário espanhol, no dia 12 de Março de 2.000.)

O Náufrago

© Aricy Curvello

Os planos que malogram,
a fortuna que se rende,
o fado que tem olhos
de acaso e relógio,
pelo pesadelo a grande Barca abalroada,
três mil passageiros se paralisaram no terror da hora,
em plena noite, ao mar, na baía da Guanabara.
Alguns, das águas
recuperados. Um, não dos mais belos, porém dos mais
jovens,
fortes ventos e correntes o impeliram para fora
da barra, para as altas águas, o alto mar,
roído de peixes,
que humano já não era, incorporado
a medusas, a algas, ao
plenilúnio, às vagas, aos eflúvios do sal .
Agora, sua respiração percorre o litoral.

Outra vez

©Aricy Curvello

Sempre estamos a reconstruir.
Estamos sempre recomeçando num caminho que se destruiu,


sempre se destruindo ainda.


As coisas mais que perfeitas
duram apenas a construção
no instante: vamos adiante.


Agora não mais agora

© Aricy Curvello

o implacável ardor que é viver
enquanto grassa
tudo o que passa


implacável ardor que não se cansa
na linha do destino o fogo dança
o implacável ardor apenas dança


o sonho a cada sonho mais distante
a vida mais torta a cada vida
eu te amei muito mais do que te amava


amor com amor se apaga
outras maçãs outras manhãs
anos enganos
sobre o fio da navalha dança
o vacilante coração do instante


CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui