Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (207)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2525)  
  Resenhas (129)  

 
 
O pássaro Refletól
Lucas Borba
R$ 38,50
(A Vista)



Depressão na...
Josiane Rosa Campos
R$ 31,70
(A Vista)






   > Emagrecendo na cidade de São Paulo



André Luís Ikeda de Lima
      CRôNICAS

Emagrecendo na cidade de São Paulo

Lá estava eu caminhando no Pq. Ibirapuera. O clima estava refrescante. Algumas pessoas simpáticas passavam por mim e cumprimentavam com um aceno de mão ou de cabeça, outros até com um sorriso. Já outras pessoas, essas não tão simpáticas assim, passavam como se eu fosse invisível. Algumas até pareciam fazer caretas.

Na caminhada acabei encontrando um velho amigo meu. Mas meu deus! Ele estava um palito! Ele me viu e veio me cumprimentar. Estava muito alegre. Desde a última vez que o vi, há pouco mais de um semestre, ele emagrecera 20kg! Já não tinha mais aquela pança de chopp, agora exibia um tórax e um abdômen malhados.

Perguntei como ele conseguiu emagrecer tanto em tão pouco tempo. Ele sorriu para mim e disse que eu não iria acreditar. Eu provavelmente não iria, mas como eu vi com meus próprios olhos a diferença que ele estava, eu teria que acreditar. Achei que era alguma sessão de SPA ou hidroginástica ou alguma benzedeira que exorcizou toda a gordura dele.

- Rapaz, por R$2,65 por sessão, consegui emagrecer tudo isso.

- R$2,65? - perguntei espantado. Mas como?

- Faz o seguinte: todo dia nos horários de pico, compra uma passagem de metrô e anda por umas duas linhas, que em pouco tempo você vai estar magro como eu.

Achei aquilo estranho mas resolvi tentar.

No dia seguinte, quando deu 6 da tarde, comprei o bilhete do metrô e fui para a plataforma. Estava tudo normal, um pouco quente, e cheguei a pensar que ele emagreceu de suar na plataforma. Eu era o primeiro da fila. Foi então que o metrô chegou. 

Quando ele abriu a porta, a multidão de dentro tentou sair enquanto a multidão de fora tentou entrar. O encontro das multidões fez um estrondo tão grande quanto o tiro de um canhão. Fui espremido naquele encontro. Era empurra de um lado e empurra do outro, e eu no meio sendo espremido.

Quando o metrô foi embora. Eu estava deitado na plataforma meio tonto. Ao levantar, minha calça quase caiu. Ela estava folgada.

Não é que funcionou mesmo? 



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui