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   > Motivação a Serviço das Organizações



Marcos Miguel Ferigotti
      ARTIGOS

Motivação a Serviço das Organizações

Negócios de sucesso não são frutos do acaso. Eles são conseguidos com planejamento, perseverança e bom senso na implementação de suas estratégias, mas, fundamentalmente, por haver pessoas integradas e comprometidas para atingir os objetivos da organização. Porém, um estudo recente da Ernst & Young revelou que cerca de 66% da estratégia de uma corporação nunca é levada adiante. Por quê? Porque as organizações devem superar interesses conflitantes e outros obstáculos inerentes à cultura corporativa. Também, porque devem fazê-lo com um nível de coordenação e análise que não ocorrem freqüentemente. Diante dessa realidade, surgem as seguintes questões: Como formar equipes de alto desempenho? Qual o papel dos líderes nesse contexto?
Sabemos que as organizações estão vivenciando um profundo processo de mudanças e desafios, mas também, é perceptível que muitas delas ainda não estão devidamente preparadas para atuar nesse novo cenário e, tampouco, seus colaboradores conseguem processar essas mudanças na mesma velocidade com que elas acontecem. Aí vale lembrar Charles Darwin e a teoria da evolução das espécies: “Não é o mais forte, nem o mais inteligente, é o mais adaptável às mudanças que vai sobreviver”. A teoria de Darwin também tem muita valia para as organizações. Quando referimos à sobrevivência de uma organização, estamos falando de competitividade, e uma empresa só será competitiva, quando nela existirem pessoas competentes. E se competência é sinônimo de sucesso, qual é a sua matéria-prima? Talento humano. 
Estamos acostumados a pensar que um produto inovador, bom preço, publicidade, logística e distribuição credenciam empresas a permanecerem competitivas no mercado. De fato, esses atributos mercadológicos são indispensáveis e fundamentais para sustentar a competitividade de uma organização, mas não suficientes. Isso porque, adaptação, flexibilidade e agilidade são atributos humanos. Assim, só nos resta complementar e focar a estratégia no maior diferencial competitivo que as organizações podem ter: pessoas! São elas que determinarão ou não o sucesso de qualquer empreendimento. Entretanto, não podemos estabelecer um manual de procedimentos ou determinar uma norma para formar talentos, visto que talento é um elemento não mensurável e, portanto, um ativo intangível que não pode ser adquirido, mas sim, desenvolvido continuamente. Esse é o princípio fundamental! Organizações bem sucedidas são aquelas em que suas lideranças estão permanentemente envolvidas com o processo de treinamento e desenvolvimento dos seus talentos. 
Como ponto de partida, o líder precisa estabelecer quais as competências (conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes) essenciais e necessárias para a realização das atividades inerentes à função dos seus colaboradores. Esses atributos têm por finalidade referenciar a capacidade, potencial e perfil de cada  membro da equipe para atingir o nível de desempenho desejado no exercício de suas funções, como condição fundamental para agregar valor ao negócio, a organização e a si próprios. Uma vez que isso não esteja devidamente alinhado, não há treinamento que dê jeito. Logo, a primeira etapa para fazer acontecer é ter as pessoas certas nos lugares certos. A próxima etapa consiste em definir os padrões de desempenho, mensuráveis e observáveis, pelos quais essas pessoas serão continuamente avaliadas. E por fim, provê-las com recursos-chave para o desenvolvimento das atividades do dia-a-dia. Não somente os de estrutura, mas, essencialmente, o recurso motivacional. E não estou falando de motivação sob a ótica de incentivos financeiros como salário, comissão, bonificação ou prêmios, pois a verdadeira motivação é diferente do incentivo, pelo fato do último, ser um elemento externo. Já a motivação é um elemento interno, manifestado pela capacidade de perseguir alvos, de mover-se em direção à objetivos claros (motivos para a ação), que dependem única e exclusivamente do desejo e da ação do indivíduo para conquistar os resultados esperados, enquanto o incentivo, só será útil para as pessoas que estão efetivamente comprometidas com o seu sucesso. 
Por esse enfoque, podemos considerar que a motivação do cliente interno está intimamente relacionada a um sentimento de satisfação pessoal, e isso, só é conseguido quando o trabalho é capaz de alinhar os objetivos de realização dessas pessoas, como o mais alto grau de motivação do indivíduo para explorar o seu potencial intelectual e criativo, numa dinâmica que o caracteriza como um ser evolutivo, sempre em busca de novos desafios e de novas realizações Sob esse prisma, podemos melhor compreender o conceito filosófico de liderança. 
Liderança é a arte de trabalhar sinergicamente com outras pessoas. É o que chamamos de TEAM (Together Everybody Achieve More), ou seja, juntos somamos e promovemos o trabalho em equipe, com a participação efetiva do todo e de todos. Para que haja sinergia entre os membros de uma equipe, é necessário que a missão altruísta do negócio, metas e objetivos a serem perseguidos individualmente e coletivamente, estejam bem definidos e conhecidos por todos dentro de uma visão abrangente e estratégica. A partir dessas referências, o líder deve desenvolver uma atmosfera de integração e apoio para estimular o trabalho em um ambiente colaborativo e não competitivo no sentido pejorativo da palavra. Para promover o trabalho em equipe, o líder não precisa usar de “truques motivacionais”, e sim, ter a consciência de que através do seu comportamento estará colaborando para a modificação do comportamento dos seus liderados.
Assim, o líder deve ser um bom ouvinte, aberto e paciente para mediar inevitáveis discordâncias e conflitos que possam existir, buscando o consenso como a maneira mais eficaz de evidenciar a seus liderados que os mesmos podem expressar livremente suas idéias e opiniões, sempre com o intuito de extrair soluções construtivas. A total interatividade permitirá à equipe encontrar as melhores soluções para atingir os resultados esperados e, ao líder, reconhecer e valorizar os trabalhos individuais e coletivos de seus colaboradores, alicerçando a confiança como condição sine qua non para estabelecer relacionamentos produtivos. Esse comportamento legitimará o compromisso existente, ao mesmo tempo em que, criará condições favoráveis para que os liderados possam manifestar e compartilhar seus potenciais de forma abrangente e criativa, com habilidade suficiente para competir no acirrado “mundo global”.  
Essa compreensão e esse investimento em pessoal, sustentarão a base do sucesso organizacional, estabelecendo a seguinte relação de causa e efeito: pessoas competentes e motivadas estabelecem relacionamentos internos produtivos, processos eficientes e eficazes que, por sua vez, espelham relacionamentos externos capazes de transformar objetivos em resultados esperados!



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