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   > Divulgação científica Bioindicadores, relatores ambientais



Maristela Zamoner
      ARTIGOS

Divulgação científica

Bioindicadores, relatores ambientais


Bioindicadores são fatores bióticos empregados para o reconhecimento de condições (passadas, presentes ou futuras) de ecossistemas.
As espécies estão adaptadas para sobreviver, se reproduzir e realizar relações ecológicas em condições ambientais específicas. Desta forma, a presença de cada tipo de ser vivo indica características físicas, químicas e estruturais do ambiente em que se encontra.
De maneira geral, as características dos melhores bioindicadores são:

· limites de tolerância estreitos – sensíveis a pequenas mudanças ambientais;
· abundância;
· identificação fácil e rápida;
· bem conhecidos (biologia e ecologia);
· pouca mobilidade. 

Nas primeiras experiências com bioindicadores, foi feito uso de uma espécie ou uma associação de espécies. Mais recentemente, outros níveis de organização do ecossistema vêm se mostrando úteis (populações, comunidades). A composição de uma comunidade reflete características ambientais que nem os métodos tradicionais detectam. Esta visão mais abrangente mostrou-se especialmente interessante em estudos de contaminações. As técnicas, nesta área, são bem reconhecidas. Muitas vezes, os métodos de bioindicação são mais úteis e mais econômicos que os tradicionais métodos de análise físico-química.  

Atualmente, é possível definir bioindicadores para diversos tipos de ambientes (água, solo, ar).  Os tipos de biondicadores também são os mais variados, havendo bioindicadores em todos os cinco reinos. Diversos tipos de estudos podem recorrer ao uso de bioindicadores. Por exemplo: em hidrologia e geologia.

Os tipos mais comuns de espécies bioindicadoras são:
 

 
sentinelas: introduzidas para indicar níveis de degradação e prever ameaças ao ecossistema;
 detectoras: são espécies locais que respondem a mudanças ambientais de forma mensurável;
 exploradoras: reagem positivamente a perturbações;
 acumuladoras: permitem a verificação de bioacumulação;
 bio-ensaio: usados na experimentação;
 sensíveis: modificam acentuadamente o comportamento. 

As formas de bioindicação também são diferentes. Por exemplo: 

 
bioindicação não específica: diferentes fatores provocam a mesma reação;
 bioindicação específica: uma reação só ocorre em virtude de um único fator ambiental. 
 bioindicação direta: fator ambiental atua diretamente sobre o sistema biológico;
 bioindicação indireta: a bioindicação é resultado de alterações ambientais que provocam diferentes respostas. 
 bioindicação primária: é a primeira reação do organismo;
 bioindicação secundária: ocorre após a primária e é diferente dela. 

As espécies bioindicadoras podem ser classificadas, ainda, de acordo com o que indicam: 

 
Indicadoras de saúde ambiental: apontam efeitos poluentes ou efeitos ambientais que afetam a saúde. Exemplo: filtradores capazes de acumular poluentes;
 Indicadoras de populações: sinalizam condições do habitat para outras espécies, exemplo: a morte de aves marinhas jovens indica temperatura baixa da água (não conseguem nadar mais profundamente para encontrar peixes);
 Indicadoras de biodiversidade: conhecendo as cadeias alimentares, é possível inferir a presença de várias espécies a partir de uma das que fazem parte da cadeia. Exemplo: a presença de um inseto pode indicar que na área existem determinados pássaros e outras espécies em grandes quantidades.
 Indicadoras “guarda-chuva”: requerem uma área muito extensa. São espécies que “acolhem” outras, permitem a identificação e monitoramento das características de um habitat que deve ser protegido e são utilizadas no planejamento da conservação.  

No capítulo sobre os seres vivos, do livro Biologia Ambiental, são abordadas diversas estratégias de bioindicação, de acordo com cada grupo estudado, desta forma, é possível aprofundar estes conhecimentos.  

Este texto é parte do Livro Biologia Ambiental. 
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Maristela Zamoner– mestre em Ciências Biológicas (UFPR), especialista em educação (IBPEX), licenciada em Ciências Biológicas (UFPR), bióloga atuante na Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, docente em cursos de graduação e pós-graduaçã. Publicou dezenas de trabalhos científicos,  autora de 8 livros, todos da Editora Protexto: www.protexto.com.br. 


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