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   > Divulgação científica Biodigestores e os créditos de carbono



Maristela Zamoner
      ARTIGOS

Divulgação científica

Biodigestores e os créditos de carbono


Os biodigestores são equipamentos que consistem em um reservatório onde é depositada biomassa e água para fermentação e produção de biofertilizante e biogás (composto principalmente por hidrocarbonetos de cadeia curta e linear). A exposição ao calor do sol favorece a digestão anaeróbica de dejetos, eliminando coliformes fecais, odores e proliferação de insetos. Os microorganismos mais eficientes neste processo são bactérias anaeróbicas, que não utilizam oxigênio. Por isto, o biodigestor é vedado.
A biomassa pode ser de restos orgânicos, como excrementos, plantas, restos alimentares e esgotos residenciais.
O biogás metano é obtido pela fermentação bacteriana da matéria orgânica e pode ser usado para geração de energia elétrica, térmica ou mecânica.
O que sobra dentro do biodigestor depois do processo é o que chamamos de biofertilizante, que pode ser usado como adubo orgânico.  As vantagens de seu uso são: baixo custo, não tem odor forte, é rico em nitrogênio, recupera solos degradados pelo uso de fertilizantes inorgânicos,  combate a erosão porque retém água, não tem organismos patogênicos e parasitas, reduz resíduos de maneira limpa. A desvantagem dos biofertilizantes é que não eliminam a acidez do solo (proveniente de fertilizantes inorgânicos).
Os biodigestores podem ser de produção contínua ou descontínua:
 · contínuo: a produção ocorre por muito tempo, sem precisar abrir o equipamento. Acrescenta-se biomassa enquanto o biofertilizante é retirado;
· descontínuo: o biodigestor precisa ser aberto após a produção do gás (cerca de 90 dias), é retirado o biofertilizante e então recarrega-se o equipamento. 
Os modelos de biodigestor são:
· Biodigestor da Marinha
A caixa de carga é de alvenaria, tem largura maior que profundidade (horizontal), expondo ao sol uma superfície maior (produz mais gás) e evitando o entupimento. Durante a produção de gás, a cúpula do biodigestor infla porque é de material plástico maleável (PVC), podendo ser retirada. Esta cúpula é cara.
· Biodigestor Chinês
Consiste em uma peça única de alvenaria. É enterrado, para ocupar pouco espaço. Sofre pouca variação de temperatura e é mais barato que a média.
· Biodigestor Indiano
Tem cúpula móvel de ferro ou fibra. A fermentação ocorre mais rapidamente por beneficiar-se da temperatura pouco variável do solo, o que favorece a ação bacteriana. Ocupa pouco espaço, é enterrado e não necessita de cintas de concreto. A vedação deve ser eficiente, para prevenir riscos de infiltração no solo. 
A instalação deve ser feita próxima a:
· uma fonte de água;
· geração de biomassa.
O ambiente de instalação deve ser arejado para evitar odores durante as recargas. A vedação é muito importante para evitar vazamentos para o solo. O gás produzido pelos biodigestores é inflamável, por isto é preciso cuidado ao carregar e limpar o equipamento. Deve-se certificar que não há gás antes de iniciar a limpeza.A biomassa deve ser colocada no biodigestor após ficar uma ou duas semanas exposta para retirada de umidade. Ao colocar a biomassa no biodigestor, deve ser acrescida água, o que favorece a fermentação.O Protocolo de Kyoto incentiva a utilização de biodigestores devido ao seu mecanismo limpo de produção de energia. Estes equipamentos podem melhorar as condições ambientais e significar uma fonte de renda para produtores (geração de gás). Os biodigestores são usados em suinocultura, avicultura e vinicultura. Mas o sucesso da alternativa é especialmente percebido na suinocultura, presente em quase metade das propriedades rurais brasileiras. Os dejetos da suinocultura são poluidores, prejudicando rios e contribuindo para o efeito estufa. Por isto, o uso de biodigestores significa créditos de carbono. 
Este texto é parte do Livro Biologia Ambiental. 
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Maristela Zamoner– mestre em Ciências Biológicas (UFPR), especialista em educação (IBPEX), licenciada em Ciências Biológicas (UFPR), bióloga atuante na Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, docente em cursos de graduação e pós-graduaçã. Publicou dezenas de trabalhos científicos,  autora de 8 livros, todos da Editora Protexto: www.protexto.com.br.


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