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   > O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO EM DIFERENTES CONTEXTOS



Ricardo Santos David
      ARTIGOS

O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO EM DIFERENTES CONTEXTOS

RESUMO
 
O objetivo desta pesquisa bibliográfica é avaliar entre a ideal e real vivencia no ambiente escolar. A monografia tem como objetivo identificar as atribuições do coordenador escolar dentro da escola a partir da legislação vigente, e refletir através de dados, contribuindo e construindo uma identidade, como superação aos desafios diante dos traveses no cotidiano escolar. A pesquisa traz uma visão conceitual da legislação seguida da realidade do papel do coordenador escolar, e confirmar a hipótese do coordenador escolar atualmente está desempenhando funções burocráticas, deixando de lado seu verdadeiro papel na escola, de apoio pedagógico junto aos professores. Apresentando sugestões aos coordenadores supervisores e os professores, para planejar suas aulas.
 
Palavras - chave: Coordenador Escolar, Coordenador Pedagógico, Formação Docente.
 
 
ABSTRACT
 
The purpose of this literature review is to evaluate between ideal and real experiences in the school environment. The paper aims to identify the duties of the school coordinator within the school from the legislation, and reflect through data, contributing and building an identity as overcoming the challenges before traverses’ in school life. The researches provides a conceptual overview of the legislation then the reality of the role of the school coordinator, and confirm the hypothesis of the school coordinator is currently performing bureaucratic functions, leaving aside his true role in the school, with teachers teaching support. Presenting suggestions to engineer’s supervisors and teachers to plan their lessons.
 
Keywords:School Coordinator, Educational Coordinator, Teacher Training.
 
RESUMEN
 
El propósito de esta revisión es evaluar la literatura entre las experiencias ideales y reales en el entorno escolar. El documento tiene como objetivo identificar las tareas del coordinador de la escuela dentro de la escuela de la legislación vigente, y reflexionar a través de datos, contribuyendo y la construcción de una identidad como la superación de los retos antes traveses en la vida escolar cotidiana. La investigación proporciona una visión conceptual de la ley, entonces la realidad de la función de coordinador de la escuela, y confirmar la hipótesis del coordinador de la escuela está jugando a funciones burocráticas, dejando de lado su verdadero papel en la escuela, el apoyo educativo de los profesores. Hacer sugerencias a los supervisores coordinadores y profesores para planificar sus clases.
 
Palabras - clave: Coordinador de Escuela, Coordinador de Educación, la formación del professorado.
 
 
INTRODUÇÃO
 
A coordenação escolar e suas origens são baseadas em uma transição do mundo do trabalho, com a constante necessidade de produção, modelo de produção capitalista.
Sendo criada nos Estados Unidos a coordenação escolar como controle e produtividade do ensino e aperfeiçoamento de técnicas escolares. Tendo a coordenação escolar a função de planejar reformas educacionais.
Com o passar dos anos ocorreram muitas mudanças no campo educacional. Chagando ao século XX, onde com a criação de leis e decretos na área educacional foram criados onde o coordenador escolar passou a assumir função específica nas instituições educacionais. O processo de industrialização e urbanização foram intensificados e as forças sociais sobre a questão educacional fez com que as reformas e políticas educacionais tomassem forma para o seu desenvolvimento.
 
1.NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO
 
As informações das neurociências quando não interpolados ou extrapolados é provável deduzir implicações úteis à educação. Apenas, a neurociência pode identificar áreas do cérebro responsáveis pelos sons das letras e estabelecer uma ponte entre a pesquisa educacional e a dislexia. De acordo com nossa compreensão, é provável que essa compreensão seja relacionada aos temas educacionais resultando em uma nova pedagogia.
Com o conhecimento e aplicação de neurociências na sala de aula podem ser desenvolvidas estratégias de ensino para alunos dislexos e com necessidades especiais, criando oportunidades de ensino para essa diferenciação e consequentemente criando uma ponte entre a neurociência e uma nova forma de ensino. (BLAKEMORE; FIRTH, 2000).
As teorias neurocientíficas, usam os modelos espaciais representações visuais do cérebro, as conecções com elas, e seu compromisso durante uma tarefa. Sendo uma forma dos futuros professores organizarem sua compreensão da cognição.
A neurociência em sala de aula oferece aos professores o conhecimento para desenvolver e utilizar uma nova pedagogia. Com o conhecimento e aplicação das neurociências na formação de professores terão conhecimento dos meios neurocientificos dominando essas teorias em benefício da educação.
Nas teorias educacionais se pensa em como acontece o processo de ensino-aprendizagem, já nas teorias neurocientíficas são executadas através de representações visuais do cérebro, através das neuroimagens, ferramenta necessária à educação moderna e futurista.
Tendo como princípio básico a compreensão das respostas cerebrais aos estímulos externos desenvolvendo as potencialidades. O neurocientista investiga a integração do indivíduo com o meio ambiente, detectando os processos físicos e químicos.
Um dos objetivos do neurocientista é interpretar as mudanças que possam ocorrer no comportamento, através da análise, contribuindo para modificar esse comportamento.
Ultimamente a neurociência tem se tornado muito pesquisada e bastante reconhecida, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de soluções para doenças e transtornos. Tendo o profissional em Neuropedagógia como principio compreender as respostas cerebrais aos estímulos externos.
 
 
2. O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO
 
Atualmente muitos problemas encarados no exercício da coordenação pedagógica têm origem na formalidade da função. A supervisão educacional traz para a escola a divisão do trabalho entre quem pensa, decide, manda, e executam; o professor era ator e autor de suas aulas, com isso passa a ser desapropriado de seu saber, onde entre ele e o seu trabalho é colocado o técnico. Devido à origem profissional estar ligada ao poder e controle autoritários, existe a necessidade do coordenador adotar atitude diferenciada conquistando a confiança dos educadores.
A área de atuação da coordenação pedagógica é na intervenção, pois quem está diretamente vinculado à tarefa de ensino, é o professor. O coordenador relaciona-se com o professor com uma relação diferenciada, qualificada com os alunos. Atentando para a articulação entre pedagogia da sala de aula e a institucional, tendo como tarefa: a formação humana.
Partindo de que, quem pratica e gere a prática pedagógica é o professor, a coordenação pode auxiliar, estabelecendo uma dinâmica que facilite o progresso.
Para Vasconcelos (2009: 91):
·                     Acolher o professor em sua realidade, reconhecer suas necessidades e dificuldades. O acolhimento é fundamental ao professor em relação ao trabalho que faz com os alunos.
·                     Fazer crítica dos acontecimentos, ajudando a compreendendo a participação do professor;
·                     Trabalhar o processo de transformação;
·                     Procurar caminhos alternativos;
·                     Acompanhar a caminhada em suas várias dimensões
O coordenador, ao mesmo tempo em que acolhe e engendra, deve ser questionador, desequilibrador, provocador, animador e disponibilizando subsídios que permitam o crescimento do grupo, tem um papel relevante na formação dos educadores, ajudando a elevar o nível de consciência: tomada de consciência. Freire (1996), passagem do senso comum à consciência filosófica. Saviane (2003), ou a criação de um novo patamar para o senso comum. Boaventura Santos (1995). Passar de uma super - visão para outra - visão.
Fusari, (2008) defende que o trabalho ativo e intencional do coordenador, sempre articulado com o projeto político pedagógico da escola, favorece ao professor a tomada de consciência sobre a sua ação e sobre o contexto em que trabalha, bem como, pode-se afirmar, que favorece o próprio repensar do coordenador sobre a sua atuação. O professor, como também o coordenador, consciente de sua prática, das teorias que embasam e das teorias que cria e desenvolve ao resolver problemas diários, é um profissional inserido no processo de formação contínua, em busca de mudanças e fundamentações criteriosas para a sua prática.
Essa tarefa formadora, articuladora e transformadora é difícil, primeiro, porque não há fórmulas prontas a serem reproduzidas. É preciso criar soluções adequadas a cada realidade. Segundo, porque mudar práticas pedagógicas não se resume a uma tarefa técnica de implementação de novos modelos a substituir programas, métodos de ensino e formas de avaliação costumeiras. Mudar práticas significa reconhecer limites e deficiências no próprio trabalho, significa lançar olhares questionadores e de estranhamento para práticas que nos são tão familiares que pareçam verdadeiras, evidentes ou impossíveis de serem modificadas.
Significa alterar valores e hábitos que caracterizam de tal modo nossas ações e atitudes que constituem parte importante de nossa identidade pessoal e profissional. Mudar práticas implica o enfrentamento inevitável e delicado de conflitos entre os participantes (professores, alunos, pais e a hierarquia do sistema escolar), originados de visões de mundo, valores, expectativas e interesses diferentes. Mudar práticas pedagógicas significa empreender mudanças em toda cultura organizacional, Garrido (2008).
Uma das características do serviço de supervisão escolar é a complexidade, que pode ser expressa pela enumeração de alguns dos muitos aspectos que ela pode e deve assumir:
·         ·A assistência, suprindo as deficiências técnicas docentes observadas na atuação do professor;
·         Os recursos que possibilitam a interpretação dos anseios e necessidades do ambiente escolar e comunitário;
·         O estímulo, permitindo a melhoria das relações entre todos os elementos humanos envolvidos no processo educativo;
·         O aconselhamento, utilizando maior conhecimento de métodos e recursos didáticos básicos a eficiências da ação escolar;
·         O apoio, analisando e solucionando cooperativamente possíveis dificuldades orientadas de cada situação específica;
·         O assessoramento, relacionado às cúpulas técnico-administrativas com as bases operacionais;
·         A coparticipação, vivenciando a consciência de uma ação única, visando um objetivo comum.
 
CONCLUSÃO
 
Historicamente a atuação do coordenador/supervisor pedagógico tem sofrido mudanças, principalmente em relação ao acompanhamento do processo ensino-aprendizagem. Se na década de sessenta o supervisor era visto apenas como aquele que tinha uma super visão em relação ao trabalho do professor em sala de aula, hoje lhe são atribuídas novas funções e responsabilidades no sentido de colaborar com o bom andamento da escola em que atua, bem como a busca por ações que atenda toda comunidade escolar e que favoreça a participação de todos. Ao longo das discussões teóricas e legislativas realizadas durante este trabalho e ao mesmo tempo, as reflexões proporcionadas perante a atuação do supervisor escolar em seu cotidiano, nos dão a possibilidade de acreditar no avanço, ao que se refere a sua profissionalidade.
São muitos os desafios a serem vencidos pelos supervisores escolares dentro de seu local de trabalho, mas é emergente que eles se afirmem enquanto profissionais da educação para recuperarem o seu espaço que é de fato e de direito.
A ação supervisora, voltada ao serviço de garantia da educação escolar de qualidade, como direito de todos e como concretização do ideário democrático, enfrenta, pois, dificuldades para sua consolidação no sistema de ensino, o que vem confirmar que a supervisão de ensino requer, ainda, muitos estudos.
A pesquisa monográfica evidenciou que a supervisão de ensino, segundo as normas legais, é instrumento necessário e facilitador para a concretização das políticas educacionais e consolidação das propostas pedagógicas nas escolas. Em relação à implementação das políticas públicas, ficou claro que a participação da supervisão restringe-se à sua execução nas escolas e não à sua formulação, ou seja, seu papel é prescritivo e normativo em relação ao desenvolvimento das políticas educacionais e à consolidação das propostas pedagógicas das escolas.
Apresentam-se, portanto, dificuldades para o desempenho da função nos moldes do novo modelo organizacional mais democrático, resultando um trabalho sobrecarregado por atividades burocráticas, cujo papel é de somente implementar as políticas educacionais nas escolas, sem contar com condições facilitadoras para sua participação na formulação dessas ações.
Muitos desafios são colocados aos supervisores de ensino, pois há que se pensar no fato de que o seu trabalho não acontece de forma isolada, especialmente no âmbito da Diretoria de Ensino, por depender de um grupo carente de sustentação num plano de ação pensado coletivamente para a melhoria da escola e do ensino.
Comprovamos que o supervisor atual deve ser líder competente para dar combate, sem tréguas, às diversas formas e dimensões da violência e do antagonismo e a gerir os conflitos existentes no contexto escolar. E que é através das ações propostas pelo profissional da educação que se enfatiza a importância das articulações entre a escola e a comunidade, buscando realizar uma educação participativa que promova a cultura de cooperação.
Portanto, a função do Supervisor Escolar na contemporaneidade, continua sendo uma função de controle e fiscalização para que seja realmente o tipo de atuação que faça a diferença nas mudanças necessárias, o que o bom profissional deve saber a assumir em sua postura, é que a escola se apresenta em todos os aspectos (aprendizagem, administração, participação) de acordo com o tipo de supervisão que acontece em seu interior. E o trabalho pedagógico abrange todas as dimensões: filosófica, sociológica, psicológica e política do contexto escolar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS
BLAKEMORE, S.; FRITH, U. The implications of recent developments in Neuroscience for research on teaching and learning. London: Institute of cognitive Neuroscience, 2000
BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais.Ensino Fundamental / Ministério da Educação e Cultura. Brasil: Brasília, 1997.
BRASIL. Lei nº- 9.394/96. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 35ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996 (Coleção Leitura).
FUSARI, José Cerchi. Formação contínua de educadores na escola e em outras situações. In: BRUNO, Eliane Bambini Gorgueira, ALMEIDA, Laurinda Ramalho de, CHRISTOV, Luiza Helena da Silva. (orgs.) O Coordenador Pedagógico e a Formação Docente. 9ª Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
GARRIDO, Elsa. Espaço de Formação Continuada para o Professor-Coordenador. In: BRUNO, Eliane Bambine Gorgueira, ALMEIDA, Laurinda Ramalho de, CHRISTOV, Luiza Helena da Silva. (orgs.) O coordenador pedagógico e a formação docente. 9ª Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2008.
 SAVIANI, Dermeval. A supervisão educacional em perspectiva histórica: da função à profissão pela mediação da ideia. In: FERREIRA, Syria Carapeto Naura (Org.). Supervisão educacional para uma escola de qualidade. 4. Ed. São Paulo: Cortez, 2003. P.13-38.
VASCONCELOS, Celso dos Santos. Sobre o Papel da Supervisão Educacional Coordenação Pedagógica. In: VASCONCELOS (org.) Coordenação do Trabalho Pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 10ª ed. São Paulo: Libertad, 2009.
 
 


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