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   > OS DEZ ANOS DE “POIÉSIS”



Aricy Curvello
      ARTIGOS

OS DEZ ANOS DE “POIÉSIS”

Quem leu em Fevereiro de 1993 o primeiro número de “Poiésis”, dificilmente poderia prever o futuro desse título, então constituído de duas páginas de poesia editadas pelo poeta Camilo Mota. Era apenas um encarte no tablóide cultural “Obelisco”, na cidade de Petrópolis, na serra fluminense.
Após nove edições em sua primeira versão, o “Poiésis” migrou em 1994 para o “Culturarte”, também petropolitano.
Em 1995, em uma notável arrancada, ousou lançar-se como tablóide independente, contando com a importante colaboração do poeta carioca Fernando Py (tradutor da obra de Marcel Proust no Brasil). A partir daí, o periódico foi somando pessoal a seu Conselho de Redação -por exemplo, o inquieto e multifacetado Márcio Salerno - bem como colaboradores de vários Estados. Passou a manter-se com o patrocínio de seus assinantes e o valor das assinaturas de seus, já à época, inúmeros leitores.
Como periódico independente, o “Poiésis” amadureceu rápido. Já em 1996 e 1997 lançava edições memoráveis como, entre outras:
- ● a de nº 39, setembro de 1996, trazendo na capa o conto “Errância” de Uilcon Pereira ( que faleceria prematuramente logo a seguir, em 25 de outubro);
- ● a de nº 47, maio de 1997, na capa o conto “História de dois que sonharam”, de Borges, e a chamada para “Um Tributo a Allen Ginsberg” ( páginas 9 a 12), bem como a do texto sobre “Antiuniverso” de Fernando Py;
- ● a de nº 52 Ano V, outubro de 1997, com sua frente tomada por “Redação sobre a Lua”, do escritor mineiro Jarbas Medeiros;
- ● a de nº 54, dezembro de 1997, estampando o célebre conto “Uma Galinha”, de Clarice Lispector;
- ● a de nº 59, maio de 1998, com toda a capa tomada por fragmentos de “Euismo”, um dos volumes dos diários do escritor paraibano Ascendino Leite, que compõe um conjunto dos mais importantes de nossa literatura.
Ao completar os seus primeiros cinco anos de circulação, em março de 1998, o periódico passou a denominar-se, com justiça, “Poiésis, Literatura, Pensamento & Arte”, com sua nova linha especificada no editorial (que veio na capa) “Um Novo Limiar”. Editado em Petrópolis, o tablóide já lograva uma boa circulação entre escritores de várias regiões do país, sempre mantendo as duas páginas centrais para a publicação de poemas.
Durante o ano de 2001, “Poiésis” infelizmente não circulou, mas retornou no ano seguinte, ainda publicado na cidade serrana de origem. No entanto, em 2002, Camilo Mota e esposa mudam sua residência para a orla marítima de Bacaxá, em Saquarema, na Região dos Lagos. A edição nº 80 Ano VIII, de outubro de 2002, veio noticiar que a publicação também mudava de ares e que passara a ser distribuída em maior número de livrarias da cidade do Rio de Janeiro. Tal edição foi inteiramente dedicada ao primeiro centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, trazendo textos de José Maurício Gomes de Almeida, Fernando Py, Gerson Valle, além de entrevista concedida por Affonso Romano de Sant’ Anna ao professor Marcelo Fernandes, entrevista em que também se abordou o grande Poeta. Poemas sobre Drummond, de vários autores, fecharam o número.
Em seu novo endereço, o tablóide passou a assimilar gente nova e um público ainda maior foi incorporado àquele que já alcançava.
E haveria de chegar o tempo em Bacaxá/Saquarema de se comemorar os primeiros dez anos de circulação do “Poiésis” . Sem incluir, é claro, o ano de 2001 na contagem. A ocasião escolhida foi o mês de julho deste ano de 2004, para coincidir com o lançamento da centésima edição do tablóide.
A 17 de julho, cerca de cento e cinquenta pessoas lotaram em Bacaxá a Casa da Lagoa, belo lugar de espetáculos, misto de bufê e galeria de arte, para o evento comemorativo. O ensejo teve também o objetivo de homenagear os empresários, profissionais liberais, artistas e escritores que vêm apoiando “Poiésis” nos municípios em que o jornal atua. Cada um deles recebeu um diploma de Mérito Cultural.
Estiveram presentes, entre outros, o jornalista responsável por “Poiésis”, Francisco Pontes de Miranda Ferreira (Rio), os membros do Conselho de Redação (Fernando Py, Marcelo Fernandes, Gerson Valle, Sylvio Adalberto, todos de Petrópolis), o mais novo integrante da equipe - o jornalista André Kano, vários representantes da comunidade Bahá’í (Niterói).
Em um país onde revistas literárias dificilmente ultrapassam um segundo ou terceiro número, e onde periódicos literários não completam comumente o primeiro ano de vida, “Poiésis” destaca-se com sua bela carreira e a louvável folha de serviços que vem prestando à causa da literatura brasileira.

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