Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (207)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2525)  
  Resenhas (129)  

 
 
O Recomeço
Paulo Ademir de Souza
R$ 104,30
(A Vista)



Gestão Empresarial e...
Juliane H Cantini
R$ 54,60
(A Vista)






   > Deus é o seguinte...



DIEGO BIAN FILO MOREIRA
      PENSAMENTOS

Deus é o seguinte...


“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.”
Platão
 
 
Outro dia cá estava eu pensando quanto tempo o modo de vida atual ainda irá durar? Bem, pelo “andar da carruagem”, quero dizer com a globalização, logo toda a cultura do mundo irá se resumir a Big Mec’s, Coca colas, ou mesmo a ânsia por adquirir o último celular lançado no mercado, todos bem pertinho de todos nós, a um simples toque no mais novo “Pai dos Burros” a droga nossa de cada dia, o Google, oras mais esperem ai, acho que cheguei alguns anos atrasado. Então decidi escrever essas linhas desconexas e cheias de idéias que me vieram subitamente à cabeça quando estava em um “bar copo sujo”, bebendo eu acho.
Vocês se lembram do primeiro dia de aula, sua mãe lhe dizendo que ela não ia poder ficar ali com você, que você devia entrar e fazer tudo que a professora dissesse, lembram? Lembram do pânico que vocês sentiram?
Lembram-se da primeira festa em que vocês seguraram a mão de um garoto ou garota, deu um beijo nela(e)? Sei que no caso de muitos leitores como no meu, nem conseguimos nos lembrar mais do primeiro beijo, este já se encontra perdido junto com outras lembranças que julgamos ter esquecido, mais que apenas se encontram envolvidas nos véus sujos do nosso curto e desorganizado tempo de vida, mais ainda assim se buscarem bem fundo irão se lembrar destas pequenas tolices, mais porque, não é mesmo?
Nossa geração é aparentemente como a de nossos pais, adolescentes ainda vão a festas com o coração na boca, morrendo de medo da hora em que você vai ter de dizer ou ouvir algo daquela (e) garota(o) que você está afim? As pessoas mais velhas com quem convivo me dizem que isso aconteceu com sua geração e logicamente a nossa não escapou do tabu, nós só não admitimos porque nascemos em uma ideologia onde se deve amadurecer cada vez mais cedo, sabe aquela coisa de machão pegador e de garota super segura.
Pois é ao falar com um amigo dessa “época de ouro”, onde crianças eram crianças e ainda havia tempo para se acreditar nos amores de cinema e dos Livros de romance, este me descreveu um pouco como eram as coisas, o tremor que ele sentia, o medo da menina dizer não, o medo dela dizer sim. Ele dizia que dançavam agarradinhos e o coração batendo como se o mundo fosse acabar naquele instante. Más hoje, sexo é algo comum aos 11 anos e ai de quem for careta e achar isso um absurdo.
Mas deixemos um pouco de lado as paranoias e clamores sobre o declínio de uma sociedade nos quais creio que qualquer pessoa no mundo deve notar ao menos uma vez durante seus dias individualistas e atarefados, vamos então nos concentrar nas armadilhas que o mundo tem a nos mostrar: de beleza, de horrível, nostálgico ou inesperado e acima de tudo o quão grande o é enquanto que nós na maioria das vezes nos recolhemos a poucos quarteirões do trabalho parar casa, ou do shopping para a casa dos amigos, cada louco com sua mania não é mesmo? Como um exemplo qualquer vejamos o “triangulo dourado”, entre a Tailândia, o Camboja e o Vietnã. Um lugar Insólito onde o ópio vale mais que tudo. Ópio que vai virar haxixe e embalar as festas de jovens na Espanha e Holanda, bem na verdade nos dias atuais até mesmo em Curralinho no Brasil mesmo, más se alguém quer conhecer um lugar onde realmente vale tudo deve conhecer o Triangulo, dizem que o lado mais intrigante é o tailandês. Eu pesquisei e descobri que compram meninas de 13 anos por 10 dólares, ou serão 10 anos por 13 dólares? Mais isso é apenas a ponta do iceberg podem acreditar.
Ainda tem exemplos do que a globalização desenfreada e sem controle pode fazer, encontrei em um livro a história de uma camponesa chamada ITak que transforma o casulo do bicho da seda em fios, agora ela só consegue vender seus poucos produtos a turistas. A indústria de seu povoado comprou um tear que faz em uma hora o que ela faz em uma semana, as crianças não querem aprender mais a tecer seda, preferem algo útil como plantar arroz para os japoneses ou computação. Mostra também uma fábrica de guarda-chuvas onde as mulheres trabalham 356 dias por ano e ganham 30 dólares por mês, vou me lembrar disso toda vez que for comprar um guarda-chuva e pagar 5 ou 10 reais nele.
Os leitores devem estar pensando agora algo parecido com: Muito bem! Já sabemos que o mundo  não é perfeito, mais o que eu tenho a ver com isso, vivendo no interior ou numa metrópole qualquer eu tenho que comprar meu guarda-chuva para ir trabalhar ou coisa assim, e como conhecer o mundo e me aventurar nos grandes amores? Bem nunca se sabe,  talvez vocês tenham lá sua razão, mais o ponto a se discutir é, até quando a razão vai servir de bode expiatório a tudo isso? 



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui