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   > AMIZADE SINCERA



IVETE FLORES CATTA PRETA RAMOS
      CRôNICAS

AMIZADE SINCERA

 
       Amizade Sincera 
 
         Márcia Caran! Ah, quanto tempo não a via! E que saudades, meu Deus!.
Estive há pouco em Teófilo Otoni e tive a felicidade de reencontrá-la. Como ela está bem. É uma morena clara, cabelos lisos, estatura mediana.
Fomos amigas de infância. Mas, o destino nos separou. Cada uma de nós foi para um lugar diferente. Temos profissões também diferentes; eu, advogada e ela médica. Atualmente ela mora em Vitória-Es, no bairro Praia do Canto. Eu, continuo em Belo Horizonte-MG.
Mas, como foi bom nosso reencontro. Fomos nos lembrando de nossa infância. Vizinhas, não nos separávamos. Quantas brincadeiras fazíamos juntas! Queimadas, pique, dedanha etc.
       Quando adolescentes, fizemos também um curso de culinária e participamos de concursos de redação. Estudávamos no mesmo colégio - o famoso Tristão da Cunha.Fazíamos circuito urbano em transporte coletivo. Isso para mim era uma novidade, pois havia lugares da nossa cidade que eu não conhecia.
     Como morávamos próximas da igreja  matriz, participávamos  do coro da missa das crianças. Como sempre , eu só me sentava no banco da frente.A nossa maestrina era a Mônica, uma loira descendente de alemães, inclusive amiga da família da Márcia.
     Do nosso grupo de amizade havia a Miriam Abrão Aspahaã,que morava em frente à casa da Márcia, a Eloina, e a Gise.
Cada uma tomou rumos diferentes.
      Assim é a vida. Ela é como um trem com várias paradas em estações. Pessoas entram e saem..As amizades também são dessa forma:se vivemos numa cidade, fazemos muitas amizades. Mas, elas desaparecem e nós também dela nos distanciamos. E as distâncias muitas vezes dificultam a manutenção das amizades.
     A propósito do assunto, no mês de julho foi o dia do amigo..E então eu me lembrei de um soneto de Vínícius de Moraes, que ora transcrevo, para que minha amiga Márcia jamais se esqueça do que sinto:
     
      
 
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica
 
 
 
 
E, para arrematar, lembro aqui o conhecido Milton Nascimento, ao falar da amizade: “amigo é coisa para se guardar dentro do peito’.
Portanto, minha amiga Márcia, vc.está eternamente na minha memória.

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