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Amarilia Teixeira Couto
      ARTIGOS

Rejuvenescer





Mais uma vez quero abordar um assunto que já se tornou recorrente ,pelo menos para mim.Agora pego carona no belo e rico artigo de Lya Luft, de quem ouso pegar emprestados o título e algo do texto.
As pessoas andam meio perplexas diante da pressa do tempo. Parece que o tempo anda pra lá de exíguo pra tudo.Só se ouvem pessoas reclamando que não conseguem terminar nenhuma tarefa a contento ,pois as horas não bastam, o tempo urge e ninguém o alcança.Virou desculpa para tudo a sua escassez.Assim, os bons hábitos de outrora, quando o eixo da Terra parecia mais equilibrado e o movimento de Rotação era calmo, tranquilo, deixando dias e noite "normais", as coisas eram diferentes.As pessoas se frequentavam, os amigos se procuravam, os casais se encontravam idilicamente, o romance existia , enfim. O tempo foi passando, os costumes se modificaram e, em nome da pressa, da afobação, do "agora não dá, tenho um compromisso inadiável", a vida , em suas minudências, foi sendo deixada de lado em prol "daquilo que realmente interessa". E o que REALMENTE é relevante?
Então, no lugar das esquecidas minudências, as pessoas foram se olhando no espelho e percebendo que o tempo , esse danado ,fugaz e inatingível, mesmo ignorado em sua simbologia, vai deixando suas marcas indeléveis em todo o corpo, principalmente no rosto ( ou será na alma?).Fato é que em nome da brigada capaz de evitar as marcas do tempo, a indústria de cosméticos tem faturado bilhões no mundo todo.Os bisturis dos cirurgiões plásticos nunca foram tão requisitados.Hoje em dia, mulheres cada vez mais jovens, recém-saídas da adolescência já sabem o nome de mil produtos antiidade e já estão na fila aguardando um retoquezinho no nariz, nos seios, em qualquer lugar.Ninguém se aceita como é, ou melhor, ninguém se conhece de verdade.Não há tempo para isso.
No meio de tanto corrida em busca da beleza padronizada, estereotipada, do não envelhecimento,vem a pergunta? Pra quê? Se o objetivo é ser feliz, como todos dizem, há algo de importante sendo deixado de lado.Nenhuma plástica será capaz de colocar um brilho no olhar.Aquele que aparece quando a felicidade existe mesmo em nós.Quando estamos amando e sendo amadas, quando temos um reconhecimento no trabalho,quando percebemos que as nossas ações fazem alguém feliz também.É essa luz no olhar, esse encantamento diante da vida e de suas manifestações que, ao meu ver, nos confere aquela jovialidade que surprende, que faz com que alguém que fica sabendo a nossa real idade fique surpreso e diz: Nossa! Não parece de jeito nenhum.Você descobriu a fonte da juventude? Não.Ela nunca foi descoberta.Não do jeito que as pessoas a imaginam.Mas particularmente acredito que sempre existiu.O problema é que todos andam buscando por ela em lugares errados.O escafandro para sua exploração não deve ser usado nos mares conhecidos, mas sim, nos oceanos de nossas vivências, de nossas emoções.E isso demanda tempo.
Para concluir minhas divagações, e fazer justiça ao primoroso artigo de Lya Luft, penso que as mudanças que fazemos ao longo da vida, com coragem e determinação, os encontros que nos permitimos, as atitudes que tomamos de forma assertiva, tudo isso em sintonia com a nossa verdade interior, nos confere um rejuvenescimento de qualidade, definitivo e nos possibilita um encantamento constante com a vida, apesar de tudo.



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