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   > IRMÃS DO POVO



PEDRO AUGUSTO DE QUEIROZ FERREIRA
      ARTIGOS

IRMÃS DO POVO

Elas são nossas irmãs e não nos damos conta. São mais responsáveis (juntamente com os Padres e os Bispos) por levar fé aos filhos de Deus. As Irmãs, as Freiras, as Consagradas Pobres por amor àquele em quem o povo procura a Paz. Irmãs do Povo deveria ser o nome dado a esses exemplos que tanto nos fascinam e nos deixam sem palavras. A precisão delas nos inspira a não simplesmente sermos acompanhantes de seu trabalho e sim de aprender com elas a sermos mais santos, pois elas, em sua simplicidade fizeram uma escolha mais corajosa do que nós que nos dizemos cristãos, aceitaram uma relação de puro espírito e de entrega total ao Evangelho de Jesus Cristo, coisa que para nós católicos, geralmente não sai da velha e costumeira liturgia da missa. O mundo em que vivemos já foi cheio de exemplos como São Francisco, Santo Agostinho, Santa Luzia, Santa Terezinha e o Padre Pio, mas nenhum chamou tanta atenção e foi mais silenciado pelos que acreditam no mundo e em seus caprichos do que as religiosas dos nossos dias. Como diz o Pe. Zezinho SCJ em uma de suas tantas melodias, “Que todos os religiosos, todas as religiosas saibam viver de maneira que o povo fiel não se sinta abandonado por Deus” ¹, as religiosas têm o dever de interceder pelos fieis e ser exemplo, mesmo em sua vida que mais parece aos olhos de desconhecidos ou dos nossos vizinhos protestantes “mais desregrada que a dos soltos”. Vinte anos antes, outra melodia do Pe. Zezinho SCJ fazia homenagem à real vocação das irmãs que se fizeram pobres por amor ao Reino aqui transcrita a partir do encarte do compacto original: “Porque Jesus falou / Porque Jesus pediu / Porque Jesus deu o exemplo / Da minha vida eu também compartilhei / E me fiz sinal do Reino / E desde então eu já não vivo / Senão daquele que eu amei / Refrão 1: Pobre pelo Reino de Jesus / Não tenho nada que seja meu / Senão este desejo de servir / Refrão 2: Faço aquilo que devo fazer / Nem sempre faço o que me agrada / Por causa deste povo que eu amei / Refrão 3: Já não tenho amor que seja meu / A minha força de amar está / Voltada para o Reino de meu Deus.” ² Não sei o que esta melodia pode causar em quem não pode entender a necessidade delas de sair de si para ajudar o povo a ser mais fiel e a ter mais fé. Elas têm muito mais coragem de assumir a missão, pois se conservam em clausuras como as Clarissas do Mosteiro Fraternidade de São Francisco, que para muitos parece um isolamento, mas para quem entende e as ama, é simplesmente uma casa que chama atenção pela ausência de companhias terrenas, para quem tem bons olhos, perceba que Deus está ali mais do que somente elas mesmas. Elas também são responsáveis pela divulgação do Evangelho do que se imaginam, pois as Irmãs Paulinas da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo fundadas pela Venerável Irmã e Mestra Tecla Merlo e pelo Beato Pe. Tiago Alberione, foram as pioneiras em Música Católica Popular revelando os maiores anunciadores do Evangelho já conhecidos como Pe. Zezinho SCJ, Irmã Míria Therezinha Kolling, Pe. Luiz Augusto Passos SJ e tantos outros, e recentemente, no meu aniversário, em 3 de junho de 2011, tive a honra de conhecer uma delas pessoalmente (visto que as admiro muito e sempre dou divulgação aos seus trabalhos aos amigos), tratava-se da pedagoga e teóloga Irmã Maria Inês Carniato FSP e pude beber de um pouco de sua sabedoria. Mas não precisamos ir tão longe para perceber o bem que elas fazem, em Mossoró, as irmãs do Colégio Sagrado Coração de Maria, franciscanas por amor àquele em quem acreditam, seguem e tentam apresentar aos que por ali passam. Irmã Therezinha conduzindo os alunos da matéria de Relações Humanas; Irmã Gisélia e atualmente Irmã Lucilene investindo em crianças desde cedo para compor o coral de Louvor dos Pequeninos já bem conhecido na cidade, e de onde, Irmã Gisélia, em um momento de inspiração no colégio, cantou aquilo que seria um resumo de sua missão em versos simples e ainda assim chamativos: “Eu sou feliz porque meu Cristo quer / Eu canto a Deus porque meu cristo quer / Eu louvo a Deus porque meu Cristo quer / Louvar a Deus não é coisa qualquer / Eu louvo a Deus, porque meu Cristo quer.”³ Para nós, o papel de uma irmã religiosa não se resume a um hábito e um ambiente monástico, mas para muitos, nem isso chega a ser. Um dos exemplos que eu mais admiro é o papel que teve e tem a Irmã Aparecida, que administrava o mesmo colégio até a alguns anos até seu falecimento, notícia que se espalhou por toda a cidade e causou uma comoção considerável que até mesmo desconhecidos na cidade declararam luto. O papel dela foi simplesmente impulsionar a devoção do alemão Pe. José Kentenitch e sua Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em toda a cidade de Mossoró no início da década de 1990, e por que não dizer no resto do estado? Afinal, a devoção cresceu a partir de seu maior sonho, a Casa da Mãe Rainha que fica por trás da Matriz de São José, uma capela pequena em proporções, mas grande em amor, o que faz com que a fé se renove diante da glória que se construiu lá. O legado de outra irmã se destaca também, o de Irmã Hellen, que administra o Lar da Criança Pobre de Mossoró, recentemente tendo anunciado um possível fechamento da organização, houve também possibilidade de mobilização. Mas acima de tudo, elas são comprometidas com o crescimento dos seus mais próximos, pois exemplos não faltam, falta quem os siga. E àquelas irmãs que largaram o hábito, simplesmente não deixaram de amar, apenas precisavam de um tempo para refletir melhor, visto que a maioria que larga o hábito sempre volta a enxergar a religião de outro jeito e encontra novamente a casa de braços abertos a recebe-la. E não podemos esquecer das Missionárias da AIS4 Mundial em suas missões na África e na Ásia cujo trabalho monumental resultou na publicação de mais de um milhão de Bíblias Infantis, as famosas bíblias vermelhas ilustradas que se distribui nas escolas todos os anos, um verdadeiro projeto de evangelização. A todas as irmãs que fazem um Reino melhor no mundo e levam um mundo melhor ao Reino, força para continuar esta missão como Jesus que tanto ensinou e foi condenado a carregar sua cruz, Fé para caminhar, caindo por Terra algumas vezes como Jesus em sua paixão, mas nunca parando a ponto de envelhecer naquele pedaço de caminho, principalmente amor, para no dia derradeiro, conseguirem abrir os braços e serem pregadas numa cruz abraçando e perdoando seus assassinos, e no fim de tudo muita Paz para ressuscitar como Cristo que ressurgiu em Luz e Glória ao terceiro dia. Por elas, o Reino se prepara.
 
Pedro Augusto de Queiroz
Bacharelando do 4° Período de Ciências Sociais da UERN
 
 
Referências:
 
¹ ZEZINHO SCJ, Padre. Oração pela Igreja. In:_________. Orações para quem não reza. São Paulo, Comep,1993 (LP).
 
² ___________. Religiosa. In: Tenho muito amor. São Paulo, Edições Paulinas, 1973 (EP/Compacto).
 
³ Direitos Reservados (Autor Desconhecido). Eu sou feliz. In: MARIA, Padre Antônio. Festa da Fé. São Paulo, Columbia (Sony Music), 1999 (CD).


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