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   > Você consegue imaginar?



Wanderson Conceição Ferreira
      CRôNICAS

Você consegue imaginar?

 O limite da imaginação é tão amplo que em certas manhãs não consigo decidir o que comer, saio com fome.


    Em um letreiro na Avenida Principal havia uma mensagem muito subliminar e bem simples, a cada dia a mensagem mudava e o seu significado também. Nesse letreiro estava estampado para toda a sociedade a quantidade de impostos que ela pagava a cada segundo e aqueles números cresciam, iam se tornando cada vez maiores e eu não fazia ideia da dimensão que aquilo representava. Consigo imaginar 10 caixas de laranjas com 50 laranjas dentro de cada, alias não sei se consigo realmente, agora eu desafio a qualquer um a tentar imaginar o quanto são 700 milhões de qualquer coisa, sem dúvida é uma tarefa que nos faz repensar os conceitos de ” Nada é impossível ‘‘ ou ” Só o céu é o limite ”, este por sua vez já foi superado.

   Todo esse pensamento me ocorreu na primeira ou segunda vez que passei pelo letreiro e resolvi dedicar dez minutos para aquele que seria o inicio dessa aventura. Lá pela quinta visita à Avenida Principal eu já estava acostumado a todos os números me encarando e certas vezes me sentia envergonhado ao ouvi-los dizer:

” — Olha todo esse dinheiro, pessoas trabalhando dia e noite para acumular toda essa verba, pobres coitados morrerão sem saber que um dia estavam vivos. ”

  Mal sabiam os números que haviam acabado de me dizer quem era o culpado pelas pobres almas que estão enriquecendo Caronte no passar dos anos, o dinheiro.

    Imerso em Delírios cotidianos eu já havia imaginado de tudo, desde um mundo dominado por formigas canibais africanas até um Universo calmo, distante e alheio a tudo que tinha como principal característica o silêncio da ausência humana, mas eu estava agora diante da mais difícil tarefa da minha vida: Como seria o mundo hoje sem dinheiro?

  “This is it “ diria o pequeno Michael, somos imediatamente tomados por uma nostalgia ao fazer essa pergunta e levados a uma tribo de Índios pacifica onde a caça e coleta de frutos são o que nos manteriam vivos ou o mais otimista chegaria a imaginar uma sociedade feudal com vassalos e senhores se apoderando de tudo e todos, mas eu não, acredito que ainda teríamos tecnologia se é isso que tememos.

   Enquanto revoluções ocorriam na França, no Brasil, na Inglaterra, enfim ao redor do mundo, pessoas nesses mesmos lugares também estavam em casa sentadas e esperando por alguém que decidisse seu futuro, enquanto 10% lutava por uma sociedade mais justa, outros 90% decidiam se naquela noite comeriam cozidos ou assados. Por que com a tecnologia seria diferente?

   Será que Galileu deixaria de fazer suas observações astronômicas e iniciar o Método Cientifico caso ele não recebesse dinheiro em seu trabalho?  Será que agricultores continuariam a produzir em grande escala para alimentar pessoas que estariam naquele mesmo momento sentadas em casa engordando? Será que existiriam pessoas em casa engordando? Será que a cobiça está realmente intrínseca no comportamento humano, não seriamos capazes de ver pessoas se digladiando por poder enquanto entregávamos o novo carregamento de tomates sem cobrar 1 centavo àquele “comerciante” que era encarregado de distribuir a quantia pedida por quem quer que passasse por lá?

  Durante algum tempo eu tenho certeza que  poucas pessoas iriam continuar lutando para criar o análogo ao dinheiro, por simples ambição, mas vemos hoje um mundo onde poucos detém quantidades significantes de capital, ou seja, a esmagadora maioria da população participa desse Banco Imobiliário de tabela. Esses poucos no passado seriam apenas mortos? Ignorados? Não faço ideia, mas eu sinto uma certeza absoluta que a maioria conseguiria se sobressair e mostrar a nós do século XXI como é que deveria ser feito.

 Apenas por diversão fui levado a acreditar em Universos Paralelos com cópias idênticas as nossas onde cada decisão que tomamos eles tomam uma ao contrário, ou similar ou nem chegam a fazer nada, seja em qual desses Universos o meu Mundo sem dinheiro se prosperou, eu daria qualquer coisa para passear por lá nem que seja por um único dia.

Talvez me deixem morar lá,

Mas só talvez….



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