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   > Relações Públicas: uma profissão importante, uma ferramenta necessária.



José Firmo Cavalcanti Neto
      PENSAMENTOS

Relações Públicas: uma profissão importante, uma ferramenta necessária.

Muito ainda se fala no eterno “dilema” entre jornalistas e relações públicas, principalmente entre os profissionais das áreas no Brasil. A perpetuidade desta “guerra” é, não só desnecessária, como prejudicial para o crescimento de ambas as profissões.
Pesquisadores das duas áreas tentam justificar suas diferenças e conceitos. As assessorias de imprensa, embora em vários países da Europa seja atividade exclusiva dos relações públicas, no Brasil, é ocupada em massa pelos jornalistas. Outras funções executivas, claramente mais cabíveis à um rp, é também ocupada por profissionais de outras áreas da comunicação social. Nesse dilema que parece longe de ter fim, jornalistas e relações públicas se confrontam, quando deveriam preocupar-se em preencher lacunas importantes para findar esse enigma que compromete os projetos de futuro de cada área.
 
Os jornalistas tiveram sua profissão regulamentada no Brasil em 1968, em pleno regime militar, assim como os relações públicas, 1967.
Não cabe aqui polemizar reserva de mercado ou definição de espaços, embora considere esses temas importantes em alguns debates. O fato é que o jornalismo possui, desde sua criação, conceitos bem estabelecidos e atuação clara para empresários e empregadores, facilitando assim seu mercado de trabalho e o seu reconhecimento como profissão.
 
As relações públicas sofreram ao longo dos anos, especialmente no Brasil, um desgaste muito grande, em sua maior parte devido ao desconhecimento generalizado do que venha a ser e de onde exatamente tal profissional atua. As suas atividades privativas estão garantidas pela Lei Federal, número 5.377 de 11 de setembro de 1967, que disciplina e regulamenta o exercício profissional de relações públicas.
O termo Relações Públicas vem do inglês Public Relations e segundo o dicionário Aurélio: “são os métodos e atividades empregados por um indivíduo ou uma organização, a fim de promover relacionamento favorável com os públicos que cercam a pessoa ou as organizações”.
É unânime, mesmo entre profissionais e estudantes, a complexidade da atividade de relações públicas, seja no campo da atuação do profissional no mercado, ou no campo do entendimento. Parte considerável dos profissionais de RH; responsáveis pela seleção e contratação de profissionais em grandes e médias empresas, não sabem por onde começar, quando se fala em relações públicas. Essa especificidade da profissão e as conceituações oficiais complexas; levam um grande número de pessoas a pensar que: para exercer a profissão de rp, basta ter bom relacionamento, ser simpático e sempre estampar um sorriso nos lábios. Não desmerecendo nenhum profissional de outras áreas que venham a necessitar exclusivamente destas habilidades para exercerem um bom papel; as relações públicas utilizam-se de sociologia, psicologia, teorias da comunicação, pedagogia, propaganda, filosofia e até instrumentos de outras atividades que exigem grandes conhecimentos teóricos, experiência e habilidade no trato com as pessoas, sobretudo no mundo empresarial. Por assim ser, não é possível que uma profissão tão grandiosa de nível superior, estabeleça-se tão fragilmente no mercado brasileiro. Cabe ao empresário diagnosticar em sua empresa a necessidade de um profissional, ou mesmo de uma assessoria de relações públicas. Cabe aos órgãos de classe da categoria, aos estudantes, professores e profissionais de rp, divulgarem amplamente os conceitos, o mercado de trabalho, as atuações; a fim de estabelecer com o empresário empregador uma comunicação mais eficiente, diminuindo assim os pontos frágeis dessa espetacular profissão e identificando essa necessidade.
Em tempos em que a sustentabilidade está em voga e que a imagem institucional é algo que precisa ser cuidada a cada dia, as relações públicas são mais ainda necessárias e insubstituíveis; portanto precisa ser bem identificada pelo mercado brasileiro.
 
OS MÉDICOS DAS INSTITUIÇÕES:
 
Entre os vários conceitos burocráticos e quase incompreensíveis existentes sobre as relações públicas, um deles me chama atenção, deixando claro não ser este oficial, muito menos encontrado em qualquer literatura de referência sobre o assunto. “Os médicos das instituições”.
Em certa ocasião utilizei-me deste conceito, em um debate informal e com profissionais de comunicação, tentando esclarecer mais popularmente o que é e como atua o relações públicas. Embora esteja ele longe de ser o conceito ideal para especificar tão ampla profissão, pereceu-me o mais aceito para àquela conversa informal, entre quase leigos no assunto. Deste dia em diante passei a usá-lo em locais onde o público “leigo no assunto” estava presente.
 
Em várias palestras que proferi, levantando o tema e as dificuldades, principalmente entre os estudantes da profissão, deparei-me com a mesma dificuldade de 10 anos atrás, quando concluía o curso de rp, na Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco. Os estudantes de hoje têm os mesmos dilemas, as mesmas dificuldades e as mesmas dúvidas dos estudantes das décadas passadas. Em tese, até o segundo ano de estudo, os estudantes não conseguem conceituar as relações públicas.
Hoje, vivendo da minha profissão e buscando minimizar as dificuldades, entendo estarmos carentes de conceitos mais eficazes e, porque não, simples como este. Quanto mais as coisas ficarem claras em um mundo onde a burocracia está perdendo espaço, mais ganharemos e nos faremos vitrine.
Quanto as velhas rivalidades inglória ainda existentes entre relações públicas e jornalistas, diria ser mais inútil do que parece, tendo em vista em muitas instituições ocuparmos espaços geográficos idênticos, necessitando troca de informação constante e precisando estabelecer compreensão mútua o tempo inteiro. Jornalistas e relações públicas precisam trabalhar juntos. Uma área alimenta-se da outra.  
Ser médico das instituições e das corporações nos traz bastante responsabilidade. Não podemos esquecer nunca da medicina preventiva, da integridade, do código de ética da profissão; assim como os médicos dos seres humanos. Afinal de contas, estudamos em gestão de pessoas que a empresa é um organismo vivo. Sendo vivo, pode adoecer. Adoecendo, precisa de um rp. Para não adoecer, precisa de um rp.
 

Firmo Neto
Relações Públicas
Conrerp/5ª:



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