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   > Maria Moreira - Poetisa Maranhense



Djalma Miranda dos Santos
      CRôNICAS

Maria Moreira - Poetisa Maranhense

Maria Moreira
POETISA MARANHENSE
 
         Maria Moreira era uma senhora de quase dois metros de altura, uma dessas personagens que as cidades pequenas cultivam e idolatram. Conhecida e amada por todos.
          
      Entretanto, se formos analisar bem, ali estava uma poetisa moderna, com seus versos simples, seu jeito bem mineiro de ser, uma figura que deliciava as pessoas com suas poesias sem pé nem cabeça.       
 
     Todos a achavam muito engraçada, inclusive eu, na minha visão de menino, achava interessante a sua forma de expressão, que era mais ou menos assim:
 
 
 
 “ Se soubesse escrever seu nome,
       como gosto de escrever na areia,
        escreveria o seu nome ...
          lá debaixo da ponte.“
 
            Verso simples, sem rima, porém com um sentido poético. Por que “debaixo da ponte?” Seria para deixar o nome bem escondido pra que ninguém soubesse?  Sabe-se lá. Só ela mesma pra decifrar esse enigma.
           Outra poesia dela que até hoje me intriga é essa:
 
“Trepei na amoreira,
      pra poder apanhar pepinos,
   chega o dono da abobreira,
     larga minhas batatas aí seu filho da puta!                            
       
         Veja qual o sentido dessa poesia. Seria pra fazer uma salada (pepino, abóbora e batata) e sobremesar com as amoras. Pode ser isso, pra não falar na bronca do “dono das abóboras” que pensava que o ladrão de amoras estava levando também as suas batatas. 
  Outra poesia dela falava assim:
        
“Tanto sangue derramado,
     Tanto limão pelo chão.
         Quem será que matou boi aqui?”
 
E mais esta:
 
“Subi no abacateiro
     Pra ver meu bem passar.
       Mas meu bem não passou
                 Desci de lá”.
 
Grande Maria Moreira! Quanta poesia se perdeu no tempo, pois ditas pela rua afora, ninguém se dava conta do sentido de suas palavras. As poesias citadas são apenas algumas que nos ficaram na memória, mas a nossa poetisa falava centenas, sendo que a população a taxava de louca, assim como são loucos todos os poetas e sonhadores.
 
Outra passagem cômica (se não fosse trágica) da Maria Moreira é que ela estava com tosse, foi ao farmacêutico, provavelmente o Sr. Geraldo Catarina, que lhe receitou um xarope, pra tomar uma colherinha de 3 em 3 horas. Pensou ela, eu uma mulher de quase dois metros, tomar só isso?  É muito pouco. Assim dizendo, virou todo o vidro de xarope na boca. Quase morreu. Desmaiou ficando três dias dormindo pra depois voltar ao normal.  
 
      Poetisa Maria Moreira, de onde estiver, saiba que os seus versos não foram em vão e que alguém, em época muito distante, tratou de relatar os mesmos com carinho e com saudade, saudadede um tempo inocente, quando tudo se transformava em poesia.
 
Djalma/ 2007

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