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Infinito em Mim
Não há ninguém neste mundo - maravilhosamente feito de realidade e fantasia - que não pense no infinito, quando deixa de ser uma referência gráfica para compor as figuras e os cenários da imaginação. A palavra e a poesia que habitam neste texto de Adélia provocam o movimento em sentido oposto daquela antiga e criteriosa lição. Ao contrário de uma volta às origens, o homem deve ignorar a si mesmo, desconhecer as vivências da rotina e abandonar as identidades cotidianas para viajar em torno de outros mundos, tantos quantos possam gravitar na sua sensibilidade. Essa mudança no eixo de rotação da existência pensante é confessada no poema-título, quando a autora declara ser o sujeito e o objeto que se fundem no universo para mostar-lhe o infinito que nela existe.
Extraído do prefácio de Renê Ariel Dotti, da Academia Paranaense de Letras
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