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Os poemas de Francisco demonstram uma pureza quase infantil, ao mesmo tempo em que soam maduramente amargos, apaixonados ou indignados. Eles cantam gozos e dores de amor; falam de fazer poesia, de ser poeta; falam das angústias do homem moderno, de saudades, de ternuras; falam da pobreza, social e/ou existencial, e da dor que ela causa.
Nos Poemas a Meia Carne, mais do que tudo, chama a atenção o encontro entre as formas clássicas – evocadas, sobretudo, pelos sonetos e algumas métricas elaboradas –, escolhas vocabulares inusitadas e subversões sintáticas que insinuam muito das tendências contemporâneas da poesia.
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Cátia Monteiro Wankler
Doutora em Teoria da Literatura pela PUCRS
Professora de Literatura Portuguesa e Teoria da Literatura da UFRR
Pesquisadora da Literatura de Roraima (CNPq)