Finalmente, a verdade!
Nada me desperta mais a atenção que a expressão de seu rosto. Olhos pequenos, escuros, escondidos atrás de sobrancelhas grisalhas de onde salta um brilho ofuscante. Olhos ligeiros, matreiros, espertos a contrastar com a velhice que o ronda, que o paquera, que joga alhures seu charme traidor. O sorriso dele, não é coisa facilmente identificável. É um ligeiro esgar maroto, quase sarcástico, às vezes para o lado direito, outras para o esquerdo. É algo forte que agride meu cérebro. Algumas vezes cruzo com ele pela Rua das Flores da minha Curitiba encantada. Em outras, estamos lado a lado, lendo a mesma notícia no jornal pregado na banca. No frio, sempre usa um surrado capote desbotado. No calor, o mesmo paletó xadrez de mangas puídas. Claudicante, corpo encurvado, forçando o olhar para... (
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