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Vida vazia, vida marota!

Dr. Agildo caminhou vagarosamente até a enorme varanda. Saboreava os momentos do entardecer, um a um, como rotina para receber a noite implacável e então, recolher-se para o descanso. Desta vez, contudo, sentia-se diferente. Seus pensamentos esvoaçavam de um canto para outro da memória, contrariando seus comandos, inquietando seu espírito. Sentou-se na velha cadeira, admirando o extenso jardim. Os canteiros, emoldurando as divisas com suas cores imprevisíveis, tentavam suavizar seus sobressaltos. O ipê majestoso, que ele próprio plantara há tantos incontáveis anos, mantinha-se incólume a seus pensamentos. Parou seus olhos no aparente desordenado trabalho da velha árvore, largando o amarelo de pétalas a se desprenderem a cada instante, formando verdadeira alcativa.... (leia mais)

Airo Zamoner




MORDAÇAS CULTURAIS?

“... A língua é minha pátria, e eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria...” “Língua” Caetano Veloso “Vossa Mercedes aceita uma chávena de chá?” – tradução: “Cê qué um chá?” Pois é... Nossa belíssima Língua Portuguesa está sendo muito maltratada... Mas nos orgulhamos de nossa unicidade lingüística, apesar de nossos quase 8.600.000 Km². Oficialmente não há dialetos no Brasil. E nos orgulhamos disto. De uma mentira oficializada? De um massacre brutal, porém discreto? Que tenhamos apenas uma língua oficial em todo o território brasileiro é de se aceitar e de causar orgulho. Especialmente quando se vê a dificuldade de comunicação entre os habitantes de um país territorialmente tão... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




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   > Ana Maria Silva Lopez

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Ana Maria Silva Lopez

Ana Maria de Jesus e Silva

Nascida em família de classe media, mas aos nove meses de idade seus pais se mudaram para Curitiba-PR, onde a situação financeira mudou drasticamente, tendo uma infância e adolescência difícil. De seis para sete anos foi internada em colégio interno “Instituto Nossa Senhora das Mercês” na mesma cidade, onde a então Superiora assumiu compromisso de mantê-la, ali entre outras atividades, cantou em coral da Igreja e era dançarina, tendo apresentado bailados de dança flamenca, frevo e outros em palcos diversos escolhidos para eventos proporcionados pela instituição.  Ali teve uma educação rígida de internato, mas compensador em questão de aprendizagem. Saiu do sistema de internato na pré-adolescência, estudando em várias Escolas e Supletivos, tendo concluído Nível Superior, “Licenciatura Plena em Química” e especialização em “Gestão de Sistemas Educacional” já adulta. Ingressando na Academia de Letras do Brasil Municipal de Rorainópolis-RR em 2011.

Espírito aventureiro e questionável a padrões e dogmas, tendo muitos conflitos existenciais. Eclética em praticamente tudo que existe, ou seja, musical, existencial ou espiritual, acreditando, mas questionando.

Em 1996 sai do Paraná e migra para a maior floresta densa do planeta estabelecendo-se em Roraima onde teve contato real com a natureza e realidades até então desconhecida, ali fluiu a essência do bem e do mal, vida, natureza, afetividade, solidariedade, relacionamentos, política, superação de fobias e medos.

 

Sempre teve hábito de escrever e ler, mantendo alguns diários. Em 2011 enviou sua primeira obra “Roubaram meu fusquinha, verde, amarelo ou vermelho”, um Conto baseado em fato real ao “Projeto Lume” da “Editora Protexto”, sendo aprovado em janeiro de 2012, e publicado no mesmo ano, descobrindo então sua aptidão e colocando em prática seu desejo em mostrar ao mundo o que a vida lhe ensinou, como também histórias resgatadas de fatos reais.