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A terceira intenção

Tenho vontade de parar. Descansar. Interromper essa andança sem tréguas. Já trilhei à beça. Já corri, já tremi, já sofri, já ri também à beça. Já fiz troça, já respeitei, já ofendi, já obedeci, já liderei, já escrevi outra vez à beça. Já pensei que transformaria esse mundo dos homens, mas descobri que o mundo é das mulheres. Tenho vontade de parar, sim. Mas não posso! Não posso interromper essa caminhada. Tenho que trilhar mais um tanto, correr, tremer, sofrer, rir, respeitar, ofender, obedecer, liderar, escrever, transformar outro tanto, outro inútil tanto. Nasci nos estertores da segunda guerra do mundo, no limiar da paz. No vestibular da maturidade, carreguei uma pistola na cinta, pilotei um tanque de guerra, atirei com uma ponto-trinta. Joguei granadas... (leia mais)

Airo Zamoner




Aos dez anos

O irmão chegou com uma novidade: se ela colocasse um fio de cabelo dentro de um vidro cheio d’água e tampasse bem tampado, ele se transformaria em uma cobra. - Mas tem que ser com a raiz, disse. Porque ela é que vai ser a cabeça da cobra. E tem mais – não pode ficar dentro de casa. Tem que ficar no chão, perto da terra. Arrancou o fio de cabelo mais comprido que encontrou, com raiz e tudo. Colocou num vidro, tampou bem tampado, colocou no chão embaixo de uma mangueira e ficou esperando. - Já tem três dias e não tô vendo nada mudar... - Calma, né? - Quem disse pra você que cabelo vira cobra? - O Betinho. Ele disse que a vó dele disse que um irmão dela fez isso e virou cobra. - Ah!... Outros tantos dias,... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




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   > Nilza Amaral

  AUTOR  
 
Nilza Amaral


Escritora e professora de Línguas e Literaturas, nasceu em Piracicaba e fixou residência em São Paulo, onde terminou seus estudos superiores. Iniciou sua carreira vencendo concursos literários. Publicou A Balada de Estóica, O Dia das Lobas, prêmio Ficção Escrita '84, Modus Diabolicus, Amor em Campo de Açafrão. Tem contos em várias coletâneas, jornais e páginas da Internet. Foi convidada do projeto O Escritor na Biblioteca, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, para o qual organizou os textos dos books dos anos de 1995 e 2000. Participou do projeto A Arte nas Escolas, da Secretaria Estadual da Cultura de SP, do projeto DO/Leitura Doze Contistas Paulistanos e do projeto Leitura de Textos, na Oficina Literária Três Rios, como escritora leitora, juntamente com Lygia Fagundes Telles, Anna Maria Martins e Cecília Prada. Foi diretora da UBE por duas gestões seguidas.
Obras publicadas:
A Balada de Estóica. São Paulo: Patrocínio Gráfica Lanzara, 1980.
O Dia das Lobas. 1ª e 2ª ed. São Paulo: Escrita, 1984; 3ª ed. São Paulo: Razão Social, 1994.
Amor em Campo de Açafrão. São Paulo: Scortecci, 1988.
Modus Diabolicus. 1ª ed. São Paulo: Scortecci, 1990; 2ª ed. São Paulo: Ed.Cultural, 1992.
O Florista. Masso Ohno Editor SP Patrocínio Ind. de Cosméticos Driss, 1997. /Medalha de prata em 1 de Junho de 2003 no Concorso Internazionale Maestrale- Itália, categoria romance
Meia Lua e Esmalte Vermelho (e-book). Editora Writers, 2001.