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Aos dez anos

O irmão chegou com uma novidade: se ela colocasse um fio de cabelo dentro de um vidro cheio d’água e tampasse bem tampado, ele se transformaria em uma cobra. - Mas tem que ser com a raiz, disse. Porque ela é que vai ser a cabeça da cobra. E tem mais – não pode ficar dentro de casa. Tem que ficar no chão, perto da terra. Arrancou o fio de cabelo mais comprido que encontrou, com raiz e tudo. Colocou num vidro, tampou bem tampado, colocou no chão embaixo de uma mangueira e ficou esperando. - Já tem três dias e não tô vendo nada mudar... - Calma, né? - Quem disse pra você que cabelo vira cobra? - O Betinho. Ele disse que a vó dele disse que um irmão dela fez isso e virou cobra. - Ah!... Outros tantos dias,... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




Finalmente, a verdade!

Nada me desperta mais a atenção que a expressão de seu rosto. Olhos pequenos, escuros, escondidos atrás de sobrancelhas grisalhas de onde salta um brilho ofuscante. Olhos ligeiros, matreiros, espertos a contrastar com a velhice que o ronda, que o paquera, que joga alhures seu charme traidor. O sorriso dele, não é coisa facilmente identificável. É um ligeiro esgar maroto, quase sarcástico, às vezes para o lado direito, outras para o esquerdo. É algo forte que agride meu cérebro. Algumas vezes cruzo com ele pela Rua das Flores da minha Curitiba encantada. Em outras, estamos lado a lado, lendo a mesma notícia no jornal pregado na banca. No frio, sempre usa um surrado capote desbotado. No calor, o mesmo paletó xadrez de mangas puídas. Claudicante, corpo encurvado,... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Sandro Nadine

  AUTOR  
 
Sandro Nadine
Aos 12 anos, consegui o 1º lugar no Concurso de poesias realizado pela Biblioteca Pública Etfânio Dórea, aos 15 fui vencedor do 1º Concurso de Análises Críticas, desenvolvido pelo Grupo LIONS/SE, aos 16 comecei a estudar música no Centro de Criatividade do Estado de Sergipe onde vi crescer grandes personalidades talentosas; aos 18 já fazia parte do grupo de Flauta Doce do mesmo centro, onde tive o prazer e a oportunidade de fazer parte do meu primeiro trabalho de estúdio regido pelo Maestro Sérgio do Conservatório de Música, e regência do nosso inesquecível Oscar Vasconcelos (In memorian), realizado no SOMAX em Recife/PE; nesse mesmo período fomos convidados à vários festivais e apresentações dentro e fora do nosso Estado, inclusive para a inauguração do Clube Sergipano em Salvador/BA. Quando completei 19 anos, me aperfeiçoei em teoria musical e participei de vários grupos musicais clássicos. Em 1992, fiz técnica vocal e participei do Coral " Renolt Vallois"(PROSEBEM), patrocinado pela Academia Carlos Gomes de música, no mesmo ano comecei minha carreira como compositor, onde participei do 1º Festival de Música do Colégio Salesiano, obtendo 1º lugar com a música "Soldados" e troféu de melhor júri popular; em 1994, participei do 1º FEMUFS - 1ª Festival de Música da UFS, onde obtive a 2ª colocação; Em 96 adquiri o 3º lugar no Festival Novo Canto com a música "Homem Pássaro" e no mesmo ano em 1ª no Festival da Caixa Econômica com a música"Rítimos"; tive também a oportunidade de apresentar algumas letras no 3º Festival de Música Jovem em Natal/RN, onde no mesmo ano participei da gravação do 1º CD do Grupo Ame como Coralista; em 1997 fui à Brasília e lá concorri com mais de 100 músicas, onde fiquei em 12º lugar, ainda no mesmo ano, fui produtor musical com alguns trabalhos regionais. Em 1998, gravei meu prmeiro single, com a Banda "Réu Confesso", bem como fiz violão na Escola De Arte Municipal com o prof. Eugênio, em 1999 dei início ao projeto do meu primeiro álbum "Trajetória", Mas somente em 2002 consegui gravá-lo, fazendo divulgação do mesmo em alguns Estados, entre eles, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiânia, Brasília, São paulo e Manaus. Em 2003 Participei da Primeira Amostra de Arte Escrita do Shopping Jardins, onde pude apresentar alguns dos meus poemas. Em 2005 fui premiado pela Prefeitura Municipal de Ourinhos/SP, em seu 1º Festival de Poesias. Em 2008, nossa música " Réu Confesso", é escolhida como tema em programa da TV cidade em Aracaju. A partir daí não parei mais de escrever; e cada momento, cada emoção foi delicadamente ilustrada por palavras, rimas e versos, que me seguirão até os últimos dias de minha existência.