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Aos dez anos

O irmão chegou com uma novidade: se ela colocasse um fio de cabelo dentro de um vidro cheio d’água e tampasse bem tampado, ele se transformaria em uma cobra. - Mas tem que ser com a raiz, disse. Porque ela é que vai ser a cabeça da cobra. E tem mais – não pode ficar dentro de casa. Tem que ficar no chão, perto da terra. Arrancou o fio de cabelo mais comprido que encontrou, com raiz e tudo. Colocou num vidro, tampou bem tampado, colocou no chão embaixo de uma mangueira e ficou esperando. - Já tem três dias e não tô vendo nada mudar... - Calma, né? - Quem disse pra você que cabelo vira cobra? - O Betinho. Ele disse que a vó dele disse que um irmão dela fez isso e virou cobra. - Ah!... Outros tantos dias,... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




Pedagogia do Amor

Vivemos uma época de calamitosa incerteza (Martin Luther King) A humanidade caminha de mãos dadas, rumo ao caos. Os valores se invertem, mergulhados nas valas da hipocrisia. O amor que sempre foi o marco da esperança, da fé, da solidariedade existencial, antes praticada olho no olho, hoje é substituído pela tela de um computador ou vídeo de um televisor, até mesmo pelo marketing do imediatismo. Uma espécie de ditadura da frieza. A família era mais unida. Hoje, vai se destruindo nos tentáculos de atividades objetivas, onde o casal, a cada dia, tem menos contato com os seus filhos. Tentar ser alguém no futuro era, sobretudo, motivo e instrumento de interesse pessoal. Ir à luta, era buscar garantir a possibilidade única de vencer e tornar-se... (leia mais)

Josias Alcântara




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   > Livino Virginio Pinheiro Junior

  AUTOR  
 
Livino Virginio Pinheiro Junior

Livino Virgínio Pinheiro Júnior, nasceu em Fortaleza-Ceará no dia 07 de setembro de 1946. É médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e desde a sua formatura em 1973 teve a seguinte trajetória: dois anos de residência médica e logo a seguir foi seduzido pela carreira universitária. Fez concurso para o Departamento de Patologia e Medicina Legal(DPML), visto que nos três últimos anos como acadêmico foi monitor das disciplinas ofertadas pelo DPML, que proporcionava um campo fértil para aqueles que tinham vocação e desejavam seguir a carreira universitária. Dedicou-se com afíncuo a carreira e foi galgando seus degraus: Prof. Auxiliar I, II, III e IV; Prof. Assistente I, II, III e IV; Prof. Adjunto I, II, III e IV.

Seu regime de trabalho era de 40 horas semanais distribuídas entre ensino, pesquisa e extensão (ler lâminas de biópsias originárias do Hospital Universitário, Maternidade Escola e do Instituto do Câncer do Ceará, bem como realização de necrópsias dos referidos hospitais.

Além destas atividades foi eleito por duas vezes Chefe do DPML, tendo que se preocupar também com a administração.

No ano de 2013 aposentou-se e ficou deliciado com o tempo que passou a dispor para ler livros e revistas científicas, bem como livros alheios à área médica, como os escritos por Robin Cook, Tesse Gerritsen, Pedro Nava, Sidney Sheldon, L. James, etc... Com o tempo que lhe sobrava, escreveu seu primeiro livro (título: Na mesma moeda) de pequena tiragem e presenteados aos amigos. Como retorno recebi muitos incentivos para escrever um outro livro e mandar para uma grande editora. Aceitei com muito medo a missão, mas foi em frente, e aí está a sua segunda obra, "O Rejeitado".