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A TRAIÇÃO

Quando o encontrei pela primeira vez, Clápsio era um homem literalmente destruído. Relampejos de ódio e rasgos de pranto convulso se alternavam num semblante em frenesi de contrastes. Aviso claro de colapso iminente. Cabelos recentemente amarfalhados. Desejos de vingança e suicídio projetando-se dos olhos vermelhos, úmidos de dor. Corpo no limiar da velhice, fetalmente encolhido, clamando silencioso por socorro. Abaixei-me até seu inferno e ouvi, paciente, suas desgraças. Não eram poucas. Começavam por seu nome. Clápsio suscitava risadas desde os bancos escolares. Frustraram-se tentativas sucessivas de mudança, menos por boa vontade do sistema, mais por titubeio das alternativas. Ouviu-me atento dizer coisa nenhuma. Provoquei-o, fazendo-o extravasar... (leia mais)

Airo Zamoner




Literatura Paranaense - Provocações Provocações

Teve alguém que disse: “Ou o poeta mata o soneto ou o soneto acaba com a poesia”. E não foi com tal radicalismo que se chegou ao bom poema de nossos dias. Vivem e convivem: quadras, sonetos, sextilhas, trovas, décimas, poesias livres e sem rimas, haicai... Só o féretro da antipoesia deve passar sem o acompanhamento de leitores. A arte é da vanguarda porque rompe o entrave de regimes e ideologias, e o Modernismo é um movimento de vanguarda, por excelência. Aos escritores, artistas e poetas cabe a responsabilidade de guiar os povos, restaurando valores, porque o entulho destrói a sociedade e, isto tem muita importância num mundo aético, de valores invertidos, espalhando e espelhando formas de anticultura. Já virou modismo representar a miséria e, dói-nos dizer, chegam a divertir-se com a... (leia mais)

Carlos Zatti







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GENERINO GABRIEL DE JESUS

GENERINO GABRIEL DE JESUS, Professor Licenciado e Pós-Graduado em Letras pelo CESVASF - Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco - nasceu em Rodelas/BA a 29 de julho de 1969.

De família humilde, é o décimo-primeiro filho de Dona Maria Rosa de Jesus, lavadeira que sustentou seus filhos através de seu trabalho incansável.

O poeta publicou seu primeiro livro de poemas - Segredos da Solidão - em julho de 2000, pela Editora HD Livros, de Curitiba/PR.

Seus poemas, como de costume, são marcados pela busca incessante de identidade do homem, além de retratar o amor, o fazer poético e os reveses que atingem a todos.

Generino Gabriel é colaborador do Movimento Cultural Artpoesia, de Salvador/BA, através do qual publica, mensalmente, seus poemas, desde 2006. Também colabora com os sites do Jornal Mundo Jovem, com o Recanto das Letras, com o Usina das Palavras, entre outros.

Desde 2006, o poeta Generino Gabriel é verbete do DICIONÁRIO DE AUTORES BAIANOS (pág. 171), publicado pela Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia, naquele ano.

Com sua participação no IV Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, edição 2008, Generino teve seu poema "Predadores da Terra" selecionado para fazer parte de uma Coletânea publicada pela Giz Editorial. A respectiva coletânea fora lançada na Bienal do Livro, em setembro de 2009, no Rio de Janeiro.

No campo político, Generino exerceu o mandato de Vereador da Câmara Municipal de Rodelas, de 2005 a 2008 e, atualmente, exerce o mandato de Vice-Prefeito de Rodelas, além de continuar ministrando suas aulas de Língua Portuguesa e de Inglês no Colégio Estadual Dulcina Cruz Lima.