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O MERGULHO

Aquele brusco tremor o impulsionou violentamente para trás. Já sentira isso há muito tempo, quando inadvertidamente, colocara o dedo no bocal de uma lâmpada. Experiência assustadora! Alguma coisa entrara subitamente em seu corpo. Ao mesmo tempo em que, num ato reflexo, puxara a mão de volta, sentira uma contraditória atração. Queria levar outro choque! Quantas vezes, ao ver um bocal sem lâmpada, sentira novamente aquela estranha tentação. Sempre resistiu bravamente. Agora, contudo, num misto de sofrimento e prazer, toda aquela sensação se repetia e nada tinha a ver com o choque elétrico! Letras. Palavras. Livros. Depois que dominara as letras, passara a admirar as palavras. Ficava horas, olhando e pensando nelas. Letras sem sentido adquiriam uma espécie de vida... (leia mais)

Airo Zamoner




Vida vazia, vida marota!

Dr. Agildo caminhou vagarosamente até a enorme varanda. Saboreava os momentos do entardecer, um a um, como rotina para receber a noite implacável e então, recolher-se para o descanso. Desta vez, contudo, sentia-se diferente. Seus pensamentos esvoaçavam de um canto para outro da memória, contrariando seus comandos, inquietando seu espírito. Sentou-se na velha cadeira, admirando o extenso jardim. Os canteiros, emoldurando as divisas com suas cores imprevisíveis, tentavam suavizar seus sobressaltos. O ipê majestoso, que ele próprio plantara há tantos incontáveis anos, mantinha-se incólume a seus pensamentos. Parou seus olhos no aparente desordenado trabalho da velha árvore, largando o amarelo de pétalas a se desprenderem a cada instante, formando verdadeira alcativa.... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Paulo Sergio Viana Bezerra

  AUTOR  
 
Paulo Sergio Viana Bezerra
Paulo Sérgio Viana Bezerra nasceu em 30 de dezembro de 1955, na cidade Várzea Alegre, no estado do Ceará. Em 1969, mudou-se para Fortaleza, para continuar seus estudos. Em 1974, iniciou o curso de agronomia, na Universidade Federal do Ceará, deixando-o no segundo ano, por entender que era incompatível com os seus interesses. Nessa época, já gostava de escrever poemas. Sob a pressão tradicional de que era obrigatório cursar uma graduação universitária, em 1978 matriculou-se em Ciências Sociais, pela Universidade de Fortaleza. Uma longa greve dos estudantes facilitou o caminho para a suspensão da matrícula. Logo em seguida, foi convocado para assumir um cargo de um concurso no Ministério da Saúde. Nesse mesmo ano, descobriu uma coleção do Teatro Vivo, lendo-a vorazmente. Ainda em 1978, participou como letrista do Festival da Canção da Universidade Federal do Ceará, obtendo o primeiro lugar, numa parceria com o compositor Luís Sérgio. Em outro festival, no ano de 1979, agora no Instituto Brasil Estados Unidos – IBEU, obteve o segundo lugar com uma composição de sua autoria.