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O MERGULHO

Aquele brusco tremor o impulsionou violentamente para trás. Já sentira isso há muito tempo, quando inadvertidamente, colocara o dedo no bocal de uma lâmpada. Experiência assustadora! Alguma coisa entrara subitamente em seu corpo. Ao mesmo tempo em que, num ato reflexo, puxara a mão de volta, sentira uma contraditória atração. Queria levar outro choque! Quantas vezes, ao ver um bocal sem lâmpada, sentira novamente aquela estranha tentação. Sempre resistiu bravamente. Agora, contudo, num misto de sofrimento e prazer, toda aquela sensação se repetia e nada tinha a ver com o choque elétrico! Letras. Palavras. Livros. Depois que dominara as letras, passara a admirar as palavras. Ficava horas, olhando e pensando nelas. Letras sem sentido adquiriam uma espécie de vida... (leia mais)

Airo Zamoner




SEMEADURA

Avistando um aglomerado de mercadores, um andarilho gritou, decidido: - Atenção! Fechem o caminho; vou passar! Surpreso ao sentir um toque em seu ombro, voltou-se e deparou com a razão: - Por que agiste desta forma? Não sabes que é preciso caminho aberto para seguir adiante? O andarilho, sentando-se sob gigantesca árvore de multividências, dirigiu-se à razão, num repente: - Pedi que fechassem o caminho para que minha loucura não fugisse... A razão, mais confusa que convencida, argumentou sem hesitar: - Não há coerência no que dizes. Explica-te ou afasta-te de mim! Cruzando os braços sobre os joelhos, o andarilho insistiu: - Não desejei que minha loucura partisse, por não querer viver comprometido com tua existência mascarada... A razão, indignada, protestou sem mais... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




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  AUTOR  
 
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Tânia Gabrielli-Pohlmann é paulistana, nascida em 1965. Formada em Letras pela USP, com seus 24 anos já editava o jornal Poemagia, foram editados dois livros seus e passou a desenvolver oficinas literárias em bibliotecas e escolas pelo Estado de São Paulo, dando prioridade às escolas de periferia, junto a adolescentes carentes. Em paralelo lançou a Revist’Aura, abordando todas as linhas de pensamento, causando bastantes polêmicas, como sempre, e promovendo eventos pela cidade. Além de outros projetos em bibliotecas de São Paulo e outras cidades, colaborou com muitas publicações literárias da época, recebendo alguns títulos e sendo integrada a algumas academias literárias brasileiras e portuguesas. Por alguns meses trabalhou em rádio, também dedicando espaço à literatura. No final de 92 mudou-se para Curitiba a fim de desenvolver um suplemento cultural e um ano mais tarde foi convidada a desenvolver o programa de ação cultural do consulado de Angola em Curitiba, que estava sendo estruturado naquele ano. No final de 1994 voltou a São Paulo e nesse período investiu numa editora, lecionou inglês, alemão e português para estrangeiros, além de ter dado início à série de dicionários e gramáticas, que vem concretizando na Alemanha. Assim foi até agosto de 1996. Os três anos seguintes foram uma lacuna em sua vida, por problemas de saúde. Em dezembro de 1999 casou-se na Alemanha. Nos anos de 2001 e 2002 foi classificada nos concursos da Nationalbibliothek des deutschsprachigen Gedicht, München - Biblioteca Nacional de Poesia em Língua Alemã, em Munique; os trabalhos estão publicados nas Antologias correspondentes. Fez alguns cursos de equiparação universitária e num desses cursos foi convidada a participar de um projeto na então OK Radio. A partir deste projeto surgiu a proposta de produzir e apresentar um programa sobre o Brasil. Lançou, com Clemens Pohlmann, o programa "Revista Viva", com entrevistas, comentários de livros, CD’s e publicações em geral sobre a cultura mundial, além de um espaço fixo e exclusivamente dedicado à nossa literatura, história, música e cultura em geral. Alguns meses mais tarde foi convidada a apresentar um segundo programa, paralelo ao "Revista Viva", que teria duas horas de duração, mas decidiu dividir o espaço com Clemens. Passou a apresentar o "Brasil com S" e Clemens, o "Musika - die schönste Sprache der Welt", cada um com uma hora, em alemão, ao vivo e sem intervalos. Desde setembro de 2000 leciona português na VHS, uma faculdade aberta em Osnabrück. Está desenvolvendo um trabalho junto à Ekkart Verlag (Ed. Ekkart), redigindo resenhas, promovendo leituras literárias, apresentando seminários e palestras a respeito da cultura brasileira. Além dos programas de rádio, e das dicas culturais internacionais (locais) na OS Radio, encabeça um projeto de integração a estrangeiros residentes em Osnabrück e região. Oferece cursos de corte digital e acompanha programas nascentes, com auxílio técnico e em parceria com Clemens. Está estruturando um projeto de intercâmbio cultural Brasil-Alemanha. Mas isto ainda está sendo estudado, o material tem sido selecionado e posteriormente será vertido para o alemão.