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PRESIDENTE! O SONHO ACABOU...

Ele esfregou os olhos como criança. Piscou várias vezes. A penumbra da manhã impúbere digladiava contra a noite rebelde, envelhecida, teimosa. Ela sabia de sua derrota cotidiana, desistiu e se encolheu, aguardando escondida em conhecidos cantos inabitados. Conformada, sabia da vitória certeira contra a iluminação do dia que murcharia dentro de algumas horas. Ele voltou a esfregar os olhos remelentos, sentir o sonho recém apagado. A agenda do dia disparou assessores pelas quinas do palácio. Desde os primeiros dias de poder, não havia mais tempo para devaneios infantilóides e o sonho se dissipava no emaranhado confuso das marchas e contra-marchas, dos argumentos e contra-argumentos, das possibilidades e impossibilidades, todas ignoradas no longo, muito longo e mal feito... (leia mais)

Airo Zamoner




CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Hiago Rodrigues

  AUTOR  
 
Hiago Rodrigues
Hiago Rodrigues Reis de Queirós nasceu em São Paulo, no bairro da Lapa, em 13 de Outubro de 1989. Aos 6 anos, foi morar com os tios em Ponta Grossa, cidade no interior do Paraná, onde ficou até os 13 anos, quando começou a escrever seus primeiros versos, que resultaram no título: "Prosas Que Versam". Inicialmente com 83 poemas, foram desacreditados pelos amigos e professores. Adicionando mais 28 poemas, o livro: "111 Prosas Que Versam... e as vezes rimam" foi finalizado. Um ano depois, o segundo livro, com o mesmo título mas com mais 112 poemas inéditos, certificou a todos que o jovem versante levava a literatura a sério. Iniciou "Sangue Espirrado", que teve os originais rasgados pela mãe, por apresentar um conteúdo extremamente denso e reprovável à moral da família. Desanimado com a destruição de seu primeiro romance, Hiago passa aos contos e volta a compôr poemas; arrisca-se, em segredo, a escrever mais um romance: "Uma Carta Para João", que é publicado entre os colegas e vendido em livrarias locais com o pseudônimo MAD. Permaneceu assim até 2004, quando mostra à família o romance "OS TR3S ERROS" e o livro de contos "Contos Que Contam... o que todo mundo sabe contar"; no ano seguinte, mais um livro de poesia: "113 Prosas Que Versam... e as vezes rimam", para receber então a aprovação de sua mãe. Mesmo lendo os livros do filho, recusa-se a ajudá-lo. No mesmo ano de 2005, ainda escreve os romances: "O Fim do Poeta" e "Uma Ligação", passando então a ser reconhecido como um escritor para além de seus amigos . Em 2006, volta para a casa dos tios, no Paraná. Conclue neste ano o romance "Hotel da Miséria Humana", motivo de um convite para uma palestra a universitários, que questionaram sua forma de fazer literatura. Tiveram como resposta, na mesma ocasião, a leitura do "Manifesto Realtragista", escrito poucos minutos antes. Reafirmava um fazer literário baseado na tragédia e convidava os escritores contemporâneos a fazerem o mesmo, apresentando o drama da existência em suas obras. Para terminar o ano, o quarto livro de poesia foi concluído: "114 Prosas Que Versam... e as vezes rimam". Hiago Rodrigues Reis de Queirós, agora conhecido também no Estado do Paraná, monta ainda em 2006, suas duas primeiras peças teatrais: "Imprigma" e "O Baú do Escritor". Em setembro de 2007, o romance: "As Cinzas da Fênix", publicado pela editora Protexto, e no fim do mesmo ano, seu quinto livro de poesia: "115 Prosas Que Versam... e as vezes rimam", totalizando 11 títulos escritos em 4 anos. Em 2008, volta a morar em São Paulo, onde permanece escrevendo.