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SEMEADURA

Avistando um aglomerado de mercadores, um andarilho gritou, decidido: - Atenção! Fechem o caminho; vou passar! Surpreso ao sentir um toque em seu ombro, voltou-se e deparou com a razão: - Por que agiste desta forma? Não sabes que é preciso caminho aberto para seguir adiante? O andarilho, sentando-se sob gigantesca árvore de multividências, dirigiu-se à razão, num repente: - Pedi que fechassem o caminho para que minha loucura não fugisse... A razão, mais confusa que convencida, argumentou sem hesitar: - Não há coerência no que dizes. Explica-te ou afasta-te de mim! Cruzando os braços sobre os joelhos, o andarilho insistiu: - Não desejei que minha loucura partisse, por não querer viver comprometido com tua existência mascarada... A razão, indignada, protestou sem mais... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




EMOÇÂO

Foi um dia de intensa emoção. Estava triste, sem saber o que fazer. Alguém aconselhou. “Quebra o bloqueio. Põe tudo que sente pra fora”. Depois do conselho, pensou. “Talvez escrevendo eu consiga. É isso. Ponho no papel. Assim não amolo ninguém”. Agora, sentada frente à máquina, não sabe como dar início. Como pôr pra fora o que sente? Não sabia... Passou a vida toda segurando suas emoções, só extravasadas em lágrimas, a única coisa que não sabia guardar. Uma simples vontade depois de um conselho. Conseguiria fazê-las saírem? Na verdade, não era uma simples vontade. Era uma profunda vontade. Pensou que talvez fosse mais feliz, mais liberta, se conseguisse algum dia, de alguma forma, “botar pra fora”, nem que fosse um pouquinho só, toda aquela emoção... (leia mais)

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