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O MERGULHO

Aquele brusco tremor o impulsionou violentamente para trás. Já sentira isso há muito tempo, quando inadvertidamente, colocara o dedo no bocal de uma lâmpada. Experiência assustadora! Alguma coisa entrara subitamente em seu corpo. Ao mesmo tempo em que, num ato reflexo, puxara a mão de volta, sentira uma contraditória atração. Queria levar outro choque! Quantas vezes, ao ver um bocal sem lâmpada, sentira novamente aquela estranha tentação. Sempre resistiu bravamente. Agora, contudo, num misto de sofrimento e prazer, toda aquela sensação se repetia e nada tinha a ver com o choque elétrico! Letras. Palavras. Livros. Depois que dominara as letras, passara a admirar as palavras. Ficava horas, olhando e pensando nelas. Letras sem sentido adquiriam uma espécie de vida... (leia mais)

Airo Zamoner




A terceira intenção

Tenho vontade de parar. Descansar. Interromper essa andança sem tréguas. Já trilhei à beça. Já corri, já tremi, já sofri, já ri também à beça. Já fiz troça, já respeitei, já ofendi, já obedeci, já liderei, já escrevi outra vez à beça. Já pensei que transformaria esse mundo dos homens, mas descobri que o mundo é das mulheres. Tenho vontade de parar, sim. Mas não posso! Não posso interromper essa caminhada. Tenho que trilhar mais um tanto, correr, tremer, sofrer, rir, respeitar, ofender, obedecer, liderar, escrever, transformar outro tanto, outro inútil tanto. Nasci nos estertores da segunda guerra do mundo, no limiar da paz. No vestibular da maturidade, carreguei uma pistola na cinta, pilotei um tanque de guerra, atirei com uma ponto-trinta. Joguei granadas... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Gabriel Cavalheiro Tonin

  AUTOR  
 
Gabriel Cavalheiro Tonin

Nasci e cresci na mesma cidade. Aprendi a ler e a escrever com minha irmã aos 3 anos de idade. Iniciei meus estudos na primeira série com 5 anos de idade, em 2001. A partir dos 14 anos comecei a escrever com maior frequência, e agora chego ao tempo em que, com meus 16 anos de idade, tenho a responsabilidade de divulgar o que escrevo. Vivenciando cada dia como se fosse o último,a literatura me fez aprender que até os mínimos detalhes podem ser encantados e modificados pelo poder da palavra.