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SEMEADURA

Avistando um aglomerado de mercadores, um andarilho gritou, decidido: - Atenção! Fechem o caminho; vou passar! Surpreso ao sentir um toque em seu ombro, voltou-se e deparou com a razão: - Por que agiste desta forma? Não sabes que é preciso caminho aberto para seguir adiante? O andarilho, sentando-se sob gigantesca árvore de multividências, dirigiu-se à razão, num repente: - Pedi que fechassem o caminho para que minha loucura não fugisse... A razão, mais confusa que convencida, argumentou sem hesitar: - Não há coerência no que dizes. Explica-te ou afasta-te de mim! Cruzando os braços sobre os joelhos, o andarilho insistiu: - Não desejei que minha loucura partisse, por não querer viver comprometido com tua existência mascarada... A razão, indignada, protestou sem mais... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




O DEMÔNIO E O ELEITO

Fez um pacto, uma coligação com o Demônio e ganhou as eleições. Festejou. O Demônio veio cobrar a dívida. Foi chegando perto do Eleito. Cutucou suas costas. O Eleito olhou para trás: – O que você quer? Tinha um tom de aspereza na fala dura. – O que é isso? Não se lembra de mim? – Você acha que vou me lembrar de todo mundo? Não vê que fui eleito com milhões de votos? Milhões, entendeu? Sabe o que é isso? Milhões! Não vê minhas ocupações diárias? Nem sei como você passou por minha segurança, por minha assessoria e tem a ousadia de me cutucar pelas costas. Vou chamar minha guarda pessoal! – Calma! Não imaginei que você se esqueceria de quem permitiu sua vitória... – Saia pra lá. Qual é a graça, agora? – Não é graça nenhuma. Você fez uma... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Emanuel Medeiros Vieira

  AUTOR  
 
Emanuel Medeiros Vieira
Emanuel Medeiros Vieira é autor do livro "Os Hippies Envellhecidos" (Editora da Universidade Federal de Santa Catarina); destaque para a revista literária "Blumenau em Cadernos", Prefeitura e Fundação Cultural de Blumenau (FCB) pelo projeto Pão e Poesia e por "Blumenauaçu na Ponta dos Dedos", antologia para leitura de cegos. Emanuel Medeiros Vieira vive em Brasília e se define como mascate da cultura, comenta o livro que lhe garantiu a homenagem, fala sobre literatura regional e a vida que ele celebra, sempre. "Me considero um mascate na resistência cultural, sem qualquer vaidade: pois desde os 18 anos batalho pela cultura. No fundo, a literatura nos inventa. Nos dá uma consciência moral. Como diz Harold Bloom, a literatura é ainda a melhor maneira de enfrentar a morte."