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CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




DIREITOS CULTURAIS EM PERSPECTIVA: A FAVOR OU CONTRA?

A 10 de dezembro de 1948 era adotada e proclamada a resolução 217 A (III), pela Assembléia Geral das Nações Unidas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos encontra-se traduzida em mais de 300 línguas em seu site oficial (www...) O texto pode ser impresso e arquivado. Vivido? Este o problema maior... A questão da efetiva observância de tais direitos tem sido discutida e analisada, mas há pontos polêmicos, específicos, delicados. E os impasses tornam-se ainda maiores no tocante aos direitos culturais... O que são, afinal, os Direitos Humanos? Por acaso uma definição e uma observância mais satisfatórias destes direitos contribuiriam para melhorar a sorte de seres humanos que vivem situações de injustiças? Isto lhes garantiria uma melhor... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




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   > Nelson Hoffmann

  AUTOR  
 
Nelson Hoffmann
Nasceu no dia 19 de Dezembro de 1939, em Roque Gonzales, RS, onde reside. Advogado, Contabilista e, sobretudo, Professor. Ocupou inúmeros e altos cargos públicos. Integrante de academias e entidades culturais, correspondente de jornais e revistas, conselheiro editorial, é verbete de dicionários e enciclopédias. É o responsável pelo destaque literário de Roque Gonzales, RS. Considerado o mestre da narrativa longa na literatura missioneira, pratica todos os gêneros literários, preferindo a ficção. Traduzido nos Estados Unidos, França e Itália, é também publicado no Uruguai e em Portugal. Foi agraciado com os troféus "Amigo do Livro" (da Casa do Poeta), "Igaçaba" (da Igaçaba Produções Culturais), "O Missioneiro" (da AMM – Associação dos Municípios das Missões) e outros. Participa de inúmeras antologias e tem mais de três dezenas de trabalhos individuais publicados, destacando-se: A bofetada, 1978 (romance); O homem e o bar, 1996 (romance); Onde Está Maria?, 1997 (ro-mance); Quando a bola faz a história, 2000 (crônica histórica), Eu vivo só ternuras, 2002 (novela) e Este Mundo é Pequeno (crônicas). É autor do dístico “Roque Gonzales – Terra e Sangue das Missões”, oficializado por lei municipal.